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Negócios

Toninho Giannini fala sobre atuação da Fecomércio durante pandemia

Entidade reforça a necessidade de reabertura dos estabelecimentos

Do acervo · publicada originalmente em 16 de abril de 2021

Fonte: Rogério Bordignon / com informações da Fecomércio-SP

Foto: Acervo A Comarca

Toninho Giannini fala sobre atuação da Fecomércio durante pandemiaAcervo · 2021
Toninho Giannini fala sobre atuação da Fecomércio durante pandemia

Mais que se adaptar, o empresário se reinventou inúmeras vezes desde que a pandemia de covid-19 teve início. Além de seguir todos os protocolos de saúde à risca e as determinações de fechar as portas em períodos de maior restrição, limitando o atendimento no espaço físico, o máximo foi feito para conseguir pagar as contas e manter os empregos dos funcionários.

“Apesar dos esforços, que ainda envolvem investimentos em novas tecnologias e aprimoramento dos serviços de entrega para continuar a atender o cliente com segurança, os indicadores nacionais e estaduais mostram um cenário crítico no qual o número de contaminados pelo coronavírus ainda cresce”, cita Antonio Geraldo Giannini (Toninho), presidente do Sincomércio-Matão.

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), a recuperação da economia somente terá início se as empresas puderem abrir e permanecer abertas, o que torna a aceleração da vacinação – dentro do Plano Nacional de Imunização – uma medida de extrema urgência. “Em manifesto publicado no último dia 7, assinado com seus 136 sindicatos filiados – dentre estes o Sincomércio-Matão –, a Fecomércio destaca que não é possível assistir passivamente a extinção de milhares de empresas e que se faz emergencial a atuação conjunta pela reconstrução econômica do país”, resume Toninho.

A entidade ressalta que o empresário se depara com falta de incentivo fiscal, aumento de impostos e o abismo entre a oferta de crédito e a necessidade de recursos por parte das empresas dos mais diferentes setores. A ausência de coordenação entre Prefeituras e Governos Estadual e Federal é evidente e um importante agravante que afeta a todos os cidadãos.

“Em contrapartida à falta de articulação nacional para manter a estrutura econômica do país e a sobrevivência das empresas, o trabalho de entidades de classe apoia ações dos empreendedores que se veem desamparados. E nós, dos sindicatos, integrados com a Fecomércio-SP, atuamos de forma incisiva na defesa dos empregos e das empresas, ou seja, da sociedade como um todo, em várias frentes, como tributária e trabalhista, com olhar cuidadoso às pequenas empresas”, sintetiza Toninho.

“Nossa articulação junto ao Poder Público vem impedindo a adoção de medidas que seriam ainda mais prejudiciais às empresas, assim como permite a implantação de ações benéficas ao empreendedorismo e o incentivo ao debate crucial acerca do que ainda precisa ser feito”, continua.

A Fecomércio-SP conseguiu, por exemplo, a urgente adoção da modalidade de retirada presencial de mercadorias, por meio da qual os estabelecimentos funcionariam sem circulação interna, com entrega individual das compras pelo lojista ao consumidor, no exterior da loja, ao ar livre, respeitando-se os protocolos sanitários e sem contato direto entre os envolvidos. “A Federação pede, ainda, que a modalidade seja válida durante todo o período de pandemia”, destaca o presidente do Sincomércio-Matão.

“Além dessa alternativa de atendimento, defendemos também nova rodada de medidas de flexibilização trabalhista; a liberação do Auxílio Emergencial (AE) com valores pertinentes para a sociedade; criação do AE destinado às pequenas empresas; reedição do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe); e a exemplo das nossas solicitações atendidas para as empresas do Simples Nacional, melhores condições de parcelamento e carência no pagamento de tributos municipais, estaduais e federais vencidos de abril a junho deste ano”, ressalta Toninho.

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