Programa 'Meu Cão no Sesi' cria conexões
Proposta é promover qualidade de vida, direcionamento pedagógico e espírito solidário
Do acervo · publicada originalmente em 6 de abril de 2021
Fonte: Rogério Bordignon
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021Para combater o abandono e maus tratos em animais, o Sesi-SP iniciou há sete anos o programa ‘Meu Cão’, após várias feiras de adoções realizadas em todo o estado durante as solenidades de inauguração da exposição #Adotei. Além do público, que pôde levar animais de estimação para casa, o próprio Sesi-SP tornou-se o lar dos cães. O respeito e a consideração pelos animais podem ser vistos e sentidos no cuidado e atenção que os 148 cães adotados recebem de funcionários e alunos em 76 unidades do Sesi-SP (Centros Educacionais e Centros de Atividades).
Em 2014 foi inaugurada, no Centro Cultural Fiesp, a mostra fotográfica #Adotei, em parceria com a ativista e protetora dos animais Luisa Mell, que circulou em 28 unidades do Sesi-SP até dezembro de 2018. A exposição era aberta com uma feira de adoção de animais. Impulsionado por este histórico de dedicação e carinho, o Centro de Atividades ‘Professor Azor Silveira Leite’ (Sesi-Matão) também aderiu ao programa. Sobre o ‘Meu Cão no Sesi’, A Comarca entrevistou Maria José Dias Pichi (Zezé), diretora da Escola-Sesi.
Quando começou o programa ‘Meu Cão no Sesi’ em Matão?
O programa teve início em 2020 quando houve a escolha dos cães que fariam parte da Família Sesi-Matão, em uma ação que contou com a parceria da ONG de Apoio Social à Causa Animal (Asca). O Faísca e o Fumaça são irmãos, idênticos e inseparáveis. Se você fizer carinho em um deles terá que fazer no outro também! São muito mansos, dóceis, gostam de receber carinho. São também bastante ativos, arteiros e gostam muito de ficar perto das pessoas. Agora que estamos sem aulas presenciais e com grande parte dos colaboradores em férias, eles seguem as meninas da limpeza pela unidade toda.
Por que o programa é realizado?
Além de contribuir com a proposta pedagógica e o estímulo ao espírito de solidariedade, inerentes à atividade do Sesi-SP, o ‘Meu Cão no Sesi’ cria conexão entre pessoas e animais, promovendo novas interações e ressaltando o melhor de cada um no ambiente de trabalho, que fica mais leve.
Quem idealizou o programa?
A primeira adoção se deu em São José do Rio Preto, em evento comandado por Paulo Skaf, presidente do Sesi-SP. Apaixonado por animais e um ‘verdadeiro cachorreiro’, como costuma se definir, Skaf sempre afirma que cães fazem bem às pessoas, às famílias. Para ele, as pessoas não podem permitir abandonos e muito menos maus tratos. Então, ele sente orgulho em poder contribuir com uma causa tão importante, que envolve muito amor, destacando que “quando nos doamos, recebemos sempre de volta”.
Como funciona o ‘Meu Cão no Sesi’?
Os cães foram adotados por estarem em situação de abandono, muitas vezes vítimas de maus tratos. O Sesi-SP não recebe animais abandonados de maneira geral, mas escolheu para seu ‘quadro’ cães que estavam sem lar. Eles ganharam nomes e estão sob o cuidado de um grupo de pessoas, funcionários dos Centros de Atividades, das escolas e de seus alunos, que zelam pela segurança e saúde desses animais de estimação e sua socialização. A unidade possui a documentação dos cães, como a carteira de vacinas.
A interação com animais também permite aprendizados e trocas.
Sem dúvida. A interação com os animais já é utilizada como proposta pedagógica, pois influencia em aspectos importantes como melhorar a autoestima, o convívio, senso de responsabilidade, empatia, inclusão, respeito, cuidado e responsabilidade social.
Como foram escolhidos os nomes dos cães?
Junto ao programa da disciplina ‘Eixo Integrador Interáreas’ dos Sextos Anos – com o tema ‘Por que o abandono?’ – foi realizada a escolha dos nomes dos cães gêmeos, o que movimentou toda a equipe escolar. Daí foram escolhidos os nomes Faísca e Fumaça. Ainda junto ao programa da disciplina houve um produto final que veio ao encontro dos objetivos dos dois programas: os estudantes dos Sextos Anos elaboraram um ‘Cadastro para tutor temporário’ para toda a comunidade escolar, com o objetivo de mais pessoas se tornarem tutores temporários ou definitivos para os animais que necessitarem.
Contudo, é óbvio que o Sesi não pode receber todos os cães abandonados.
O Sesi-SP não recebe doações diretas de animais abandonados. Em vários casos é o próprio cão sem lar que chega em busca de refúgio. As unidades que os recebem possuem a documentação dos cães, como a carteira de vacinas e informações sobre a castração e vermifugação deles. O Sesi também não celebra parcerias com ONGs para adotar mais animais.
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