Morre Rubião Mastropietro
Ele foi mais uma vítima de complicações decorrentes da covid-19
Do acervo · publicada originalmente em 12 de abril de 2021
Fonte: Rogério Bordignon
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021Roberto Mastropietro (Rubião) morreu às 12h50 do último dia 31, vítima de complicações decorrentes da covid-19 – agravadas por ser diabético. Ficou internado no Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ por praticamente oito dias, entre 23 e 31 de março. O sepultamento ocorreu no final da tarde da mesma quarta-feira (31). Nascido em Matão, no dia 25 de novembro de 1931, Rubião foi casado com a saudosa Elza Baldan.
O matrimônio gerou Elza Maria, casada com Mário Artimonte; Rosa Lília, casada com Cyrinho Modé; Roberto José, que tem a companhia de Ângela Schimdt; e Renato José, casado com Márcia Matturro Mastropietro. São oito netos e sete bisnetos. Rubião é filho dos saudosos Francisco Mastropietro (Ciccillo) e Íris Bastia Mastropietro. Seus irmãos são os saudosos Vicente e Diva. Rubião esteve por décadas à frente do Cine Polytheama.
Fundado em meados da década de 1910, o Polythema foi nosso terceiro cinema. O Halley (Felizola, Tomaselli e Maccagnan) foi inaugurado no dia 28 de maio de 1910 e, depois, os Felizola continuaram através do Cine Bijoux. O Polytheama surgiu pelas mãos de Vicente Mastropietro, tendo seu filho Ciccillo tomado mais à frente. Com Ciccillo e depois seu filho Roberto (Rubião), o Polytheama funcionou até o final da década de 1980. Foi arrendado e continuou até 1994.
A Missa de Sétimo Dia foi celebrada na noite da terça-feira (6), na Matriz Senhor Bom Jesus de Matão. Os familiares agradecem a toda equipe do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ que atendeu a Rubião; às cuidadoras Benedita Siqueira Pelegrino, que acompanhou Rubião por anos, e Alessandra Aguiar Rodrigues, colaboradora nos últimos dias; e a Cyrinho Modé, por todo o zelo dedicado. Os familiares também agradecem aos amigos dele.
Para A Comarca, familiares de Rubião o resumiram neste depoimento:
“Rubião sempre foi o pilar mais forte da família. Seu olhar já dizia tudo. Era italianão bravo, correto, simples. Não queria muito. Era feliz com seus passeios de carro com o amigo Wilson Luiz Bertachini (Moio). Jogou futebol em alto nível e arriscava sempre uma valsa com a ‘Dona’ Elza. Gostava de macarronada, um bom vinho, torresmo e rabada. Era alegre, queria a família sempre unida e as mães fora da cozinha.
Observador. Sensível. Tinha muita paciência e lucidez. Nos presenteou com os mais belos valores, os quais a Família Mastropietro se orgulha. Viu o seu Palmeiras ser campeão mais três vezes antes de partir. Foi forte até o fim. Na verdade, é só o recomeço, que chegou em plena Semana Santa e com o céu cheio da luz divina para recebê-lo.
E por comentar sobre luz, perdemos a luz do Centro de Matão. Sempre sentado em sua sacada, olhar atento e pronto para responder com imenso carinho as buzinadas e acenos de amigos queridos, sempre com as duas mãos. Quando não, uma estava ocupada com uma taça de vinho. Continuará assoviando alto e olhando a todos aqui com seus grandes olhos azuis. Inconfundíveis.
Quando alguém é sinônimo de fortaleza, imaginamos que essa pessoa nunca nos deixará, que é forte o suficiente para ficar aqui para sempre. A morte nos afasta das pessoas que amamos, mas não nos priva de seguir com elas. Depois que deixam de estar ao nosso lado, elas passam a morar dentro de nós!”.
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