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Cidade

Matão teve seu sexto março menos chuvoso

Cinco pluviômetros constataram índices de 35 a 63 milímetros

Do acervo · publicada originalmente em 8 de abril de 2021

Fonte: Rogério Bordignon

Foto: Acervo A Comarca

Matão teve seu sexto março menos chuvosoAcervo · 2021
Matão teve seu sexto março menos chuvoso

O último mês de março foi o sexto menos chuvoso em Matão desde 1914, segundo dados pluviométricos da Fazenda Citrícola (propriedade da Terral Agricultura e Pecuária, localizada em Gavião Peixoto, na divisa com Matão), onde no mês passado foram registrados 53 milímetros de chuva, bem abaixo da média histórica de 162 milímetros para março desde 1914.

No perímetro urbano, quatro pluviômetros também constataram quantidades de chuva bem abaixo da média para março. Instalado na Prefeitura, o equipamento da Defesa Civil identificou 49 milímetros; o do Sindicato Rural Patronal (Nova Matão) marcou 35; o da Casa da Agricultura ‘Paulino Rossi’ (Centro), 36,5; e o de Noedir Bordignon (Bairro Alto), 63.

Os números da Fazenda Citrícola mostram que choveu menos apenas nos meses de março de 1919 (26 milímetros), 1930 (7), 1975 (28), 1980 (31) e 2004 (24). No março que mais choveu por lá foram verificados 435 milímetros, em 1928. Assim, tomando como base os dados dos pluviômetros mencionados, constata-se que Matão encerra o primeiro trimestre de 2021 com quantidade de chuva bem abaixo das médias históricas. De acordo com a tabela da Citrícola, como exemplo, choveu 236 milímetros em janeiro para uma média de 256; 131 em fevereiro para 202; e 53 em março para 162.

“Segundo informações preliminares, a falta de chuva já ocasiona perda de 20% na atual safra de soja em Matão. Porém, somente teremos um índice próximo da realidade quando a colheita da soja terminar, ainda neste mês de abril. Quem já colheu a soja no último mês de março e plantou o milho safrinha, também enfrenta problemas”, cita Luiz Manhani, engenheiro agrônomo da Prefeitura. “Há relatos de que nascentes de água e fios d’água secaram, sendo estes responsáveis pelo abastecimento de açudes e represas”, continua Luiz.

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