Por mais mulheres na política!
Dos mais de 190 candidatos a vereador em 2020, 67 eram mulheres e somente uma foi eleita
Do acervo · publicada originalmente em 5 de março de 2021
Fonte: Ana Luiza Otrente Batista
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021As eleições municipais movimentaram o mês de novembro de 2020. E muitas foram as candidaturas aos poderes Executivo e Legislativo das cidades brasileiras. Em Matão, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram registrados sete candidatos ao comando da Prefeitura, sendo apenas uma mulher (Sonia Maria Ferraz de Moura), e mais de 190 pessoas na disputa para vereador. Destas, 67 eram mulheres e somente uma foi eleita: Ana Maria Freire da Silva Mondini (MDB), que se tornou a primeira mulher presidente da Câmara Municipal na história de Matão.
Numa democracia representativa, situações assim devem provocar reflexões na população: por que temos tão poucas mulheres atuando dentro dos espaços de decisão política? E como podemos transformar este cenário nos próximos anos? As respostas parecem óbvias, mas perdem sua força quando uma análise nacional demonstra que, ainda, poucas delas são eleitas. No último pleito, das 26 capitais de estados, apenas uma elegeu uma prefeita – Cinthia Ribeiro (PSDB), reeleita em Palmas-TO. Além disso, também deve haver uma afinidade política entre eleitorado e candidatas, para que seja possível aliar as demandas que as mulheres apresentam com suas representantes.
Em São Paulo, por exemplo, o último pleito proporcionou a eleição de 13 vereadoras. E pela primeira vez, uma mulher trans negra foi eleita: Erika Hilton (PSOL) foi a mais votada dentre todas as mulheres. Apesar das transformações fundamentais e significativas para o avanço social, a composição do Legislativo paulistano ainda escancara bastante a desigualdade na Casa, com 76% de homens e 24% de mulheres. Em Matão, estes fatos também se confirmam, uma vez que apenas Ana Mondini (MDB) representa as matonenses. Após quase 90 anos da conquista do voto feminino, em 1934, a luta pela representatividade – que dê garantia às demandas – segue inerente às vivências das mulheres.
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