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Meio ambiente é um sério desafio

Luiz Gonzaga Bussola responde pela pasta e pelo Desenvolvimento Econômico

Do acervo · publicada originalmente em 8 de março de 2021

Fonte: Rogério Bordignon

· Leitura de 5 min

Foto: Acervo A Comarca

Meio ambiente é um sério desafioAcervo · 2021
Meio ambiente é um sério desafio

Luiz Gonzaga Bussola, secretário municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Saneamento e também de Desenvolvimento Econômico, é o segundo integrante do Primeiro Escalão da Prefeitura a ser entrevistado por A Comarca. Junto ao município, ele já exerceu as seguintes funções públicas: janeiro de 1997 a março de 1998, secretário de Saneamento; março de 1998 a dezembro de 2000, diretor superintendente da extinta Companhia de Águas e Esgotos de Matão (Caema); e janeiro de 2005 a dezembro de 2014, superintendente desta autarquia. Segue a entrevista.

Por que o você foi designado para responder por estas duas pastas?

Acredito que a função de secretário municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Saneamento me foi confiada pelo prefeito Adauto Scardoelli devido à experiência que adquiri nesses anos todos dedicados à extinta Caema, bem como por atuar com minha empresa nas áreas de Saneamento e Temas Ambientais, prestando consultoria em Licenças Ambientais. Acredito que minha atuação como secretário de Desenvolvimento Econômico decorre da facilidade que sempre tive para conversar com empresários de Matão, o que facilita em muito a ponte necessária entre o público e o particular. Mas acredito que a função de secretário de Desenvolvimento Econômico poderá ser exercida por determinado período, de forma provisória.

Quais as principais dificuldades ambientais que o município enfrenta?

São muitas, quase sempre ligadas aos maus costumes, principalmente com relação aos temas de Educação Ambiental. O município tem que fiscalizar os depósitos clandestinos de lixo e entulhos, pois grande parcela da população quer ver seus rejeitos bem distantes de suas casas e, para isso, não se importa onde colocá-los, quase sempre fazendo isso de maneira irregular, muitas vezes por desconhecimento, mas também por pura negligência e preguiça. O Governo Adauto, através de projetos e programas educacionais, inicia um forte esclarecimento das pessoas neste sentido. Outra grande preocupação é com as empresas concessionárias de serviços públicos, como coleta de lixo, abastecimento de água e tratamento de esgoto, pois estamos sempre de olho nestas ações, sabendo que, se não forem bem fiscalizadas e geridas, podem trazer grandes dissabores ao povo, seja pela falta da correta prestação dos serviços ou com abusos de preço que o povo tem que pagar. Como exemplo, temos o preço da água em Matão – situação que buscamos solucionar para que a população não seja penalizada.

Quanto ao descarte de materiais rejeitados, o que fazer para resolver ou reduzi-lo?

Informação, desenvolvimento de programas de educação ambiental, esclarecimentos e, sobretudo, a necessidade de uma fiscalização mais prática e severa. Afinal, muitas pessoas sabem muito bem, há tempos, que não podem jogar sofás, entulhos, restos, perto das casas de outras pessoas e, mesmo assim, jogam.

Quais medidas de educação ambiental e de fiscalização estão em andamento?

Aos poucos, estamos implementando todas.

Como a população pode colaborar com a preservação do meio ambiente?

Atendendo aos programas implementados pelo poder público, sempre pensando que a Prefeitura precisa trabalhar para a população e que isso somente dará certo se as pessoas entenderem que são a parte principal desse processo. Por isso, todos têm que fazer sua parte.

É possível aumentar o quadro de fiscais para multar quem desrespeita as leis?

Nossa meta num primeiro momento não é multar as pessoas, mas sim ensiná-las através de programas educacionais ambientais. Porém, em caso de reincidência, entendemos que a multa é também uma forma de educação. Portanto, se necessárias, multas serão aplicadas.

Mas para multas serem aplicadas é preciso que haja o flagrante. Como as pessoas podem denunciar?

Por conta da pandemia, o Governo Federal proibiu o aumento do quadro de funcionários. Mesmo com concursos abertos, não pode haver contratação. Então teremos que nos virar com o que temos. Contudo, peço às pessoas que ao se depararem com algum flagrante, principalmente com descartes irregulares de lixo, entulhos, telefonem para a Secretaria de Meio Ambiente (3384-4055) ou Prefeitura (3383-4077).

Sobre Desenvolvimento Econômico, o que fazer para contribuir com empresas instaladas em Matão?

Os serviços da pasta de Desenvolvimento Econômico são muito extensos. Podemos auxiliar os trabalhadores em todas as informações que precisarem, como Carteira de Trabalho, Salário Desemprego, entre outras. Podemos ajudar na abertura e condução do programa Microempreendedor Individual (MEI). Estamos trabalhando um projeto de extensão da Feira do Produtor Rural, para aquecer a agricultura familiar. Também estamos credenciando funcionários para o Banco do Povo, que entendemos ser de grande ajuda principalmente nessa fase da nossa economia. Destinamos todos os serviços do Sebrae para nossos pequenos e médios empresários.

Quais medidas a serem praticadas quanto a melhorias, manutenções e ampliações dos Distritos Industriais?

O prefeito Adauto, desde o início deste seu quarto mandato, já anunciou a implantação de um novo Distrito Industrial, ao lado do já existente em Toriba. Estamos na fase de levantamento de áreas e das necessidades dos projetos de engenharia.

Em matéria publicada por A Comarca, a Brasilux Tintas informou sua intenção em juntar unidades fabris num único local, no Distrito Industrial de Toriba. Há contato da empresa com o município sobre isso?

Sim, já iniciamos uma conversação a esse respeito e nos colocamos à disposição para o que for preciso.

Há procura de outras empresas com intenção de expandir ou instalar em Matão?

Sempre há. Os contatos vão desde especulações até a seriedade na intenção.

E quanto ao Portal das Transportadoras?

Também é pauta do Governo Adauto. Acontece que com essa pandemia, com tantas emergências médicas, temos que ser mais responsáveis com o uso do dinheiro público. Portanto, as coisas podem não acontecer na velocidade que gostaríamos, mas com certeza acontecerão.

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