Jarbas Tortorello faleceu aos 85 anos
Vítima de covid-19, ele partiu no último dia 5
Do acervo · publicada originalmente em 12 de março de 2021
Fonte: Rogério Bordignon
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021Jarbas Miguel Tortorello faleceu por volta das 14 horas do último dia 5. Mais uma das vítimas de covid-19, Jarbas ficou internado no Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’. Seu corpo foi sepultado no final da tarde do mesmo dia de seu falecimento, devido aos procedimentos adotados para as vítimas da doença.
Jarbas nasceu no dia 3 de abril de 1935, nas terras da Fazenda Pau d’Alho (Ottoni Corrêa). Do casamento com Necilde Rivarolli Tortorello, em 8 de janeiro de 1962, vieram Eliane Jussara (a saudosa ‘Goiaba’), Gisela Maria (Zela) e Luciana Mara, todas advogadas. Além de Jarbas, seus pais José Tortorello e Antonia Capovilla Tortorello tiveram outros seis filhos: José Carlos, Luiz Olinto (ambos saudosos), Antonio de Pádua, Maria Estela Tortorello Akiau, Jayme Aparecido e Maria Celeste Tortorello Calegher (Lelé).
Como José Tortorello era ferroviário, sua família o seguiu por alguns municípios. Por isso, Jarbas estudou da primeira à terceira série do atual Ensino Fundamental em São José do Rio Preto. A quarta foi concluída em Catanduva, assim como as demais séries do Fundamental. O primeiro ano do Ensino Médio foi cursado em Jaboticabal; os outros dois, em Taquaritinga, onde se formou como professor. Lecionou em escolas de Matão e Dobrada. Em julho de 1958, por concurso, ingressou no Banco do Brasil de Ribeirão Bonito, como escriturário. Imediatamente, foi transferido para Matão.
Entre 1959 e 1962, se formou em Economia na Faculdade ‘Moura Lacerda’ (Ribeirão Preto). O curso de Direito foi feito entre 1963 e 1967, na Unesp de Franca. Face a aprovação no concurso para procurador do Estado de São Paulo, foi nomeado para exercer o cargo em Araçatuba, de onde foi transferido para Ribeirão Preto. Prestava serviços naquela cidade, Sertãozinho, Jaboticabal, Guariba e Matão. Em 1972, por concurso, foi nomeado promotor de Justiça, exercendo atividades em São Simão e Jaboticabal, algumas vezes na Capital, devido a convocações.
Jarbas foi professor universitário na Faculdade ‘Moura Lacerda’, de 1973 a 1976. Também lecionou em cursos superiores da extinta Associação Matonense de Ensino Superior (Ames) e na atual Uniara. Por concurso público, foi nomeado juiz substituto. Atuou em Birigui, Ribeirão Preto e Nhandeara. Foi juiz titular em Altinópolis e Santa Adélia. Em 1978, foi promovido para Sertãozinho. Depois, nova promoção para juiz de Direito Auxiliar na Capital.
Em 1982, foi juiz titular da Segunda Vara Cível de Araraquara. Em 1985, chegou ao Foro Regional da Vila Prudente (Capital), onde se aposentou. Sua família o acompanhou, pois Jarbas residiu na maioria das cidades em que trabalhou até fixar residência em Matão no final de 1985. Jarbas também foi vereador em Matão, de 1964 a 1969, chegando a ser vice-presidente do Legislativo.
Jarbas também foi destacado desportista, de artilharias e muitas histórias – inclusive pelo seu time, o Solidariedade. Advogado empresarial a partir de 1985, é autor dos livros ‘Direito Processual Civil Brasileiro’; ‘Acidente de Trabalho’; ‘O Tributo no Universo Jurídico’; ‘Cheque, Moeda e Quase-Moeda’; ‘Viajando pela Estrada de Ferro Araraquara’ e ‘Episódios do Cotidiano - Cronicontos’.
Recebeu Votos de Profundo Pesar de todos os vereadores da Câmara Municipal de Matão, em destaque dos edis Sidinei Calabres (China) e Paulo Augusto Bernardi. Duas Missas foram realizadas em memória de Jarbas, em duas igrejas: uma na quarta-feira (10), na Paróquia do Divino Espírito Santo, e outra na quinta-feira (11), na Paróquia de Santa Cruz.
Familiares providenciaram esta Nota de Profundo Pesar e de Agradecimento: ‘A dor da despedida se mistura com a lembrança dos momentos inesquecíveis que passamos juntos, dividindo alegrias, comemorações, tristezas. Nas dúvidas, incertezas, era para ele que nos dirigíamos. Sua sabedoria e o seu senso de justiça nos tranquilizavam, confortavam, orientavam, nos aconselhavam, conduzindo-nos a decisões sensatas. Que falta sentiremos! Seu exemplo permanece. Nosso luto é eterno! Agradecemos as equipes médica e de enfermagem do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’, cuidadores e enfermeiros que o assistiram em sua residência, todos com eficiência, zelo, carinho. Aos amigos, pelo conforto, carinho, apoio e respeito recebidos, a nossa gratidão. Descanse nos braços do Senhor, nosso amor, nosso querido esposo, pai, irmão, cunhado, tio’.
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