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Fecomércio mostra situações e perspectivas em palestras

Evento on-line foi destinado a associados do Sincomércio-Matão e teve convidados

Do acervo · publicada originalmente em 12 de março de 2021

Fonte: Rogério Bordignon

Foto: Acervo A Comarca

Fecomércio mostra situações e perspectivas em palestrasAcervo · 2021
Fecomércio mostra situações e perspectivas em palestras

No último dia 5, via plataforma Google Meet, associados do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio-Matão) participaram de palestras on-line com três representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP): Jaime Vasconcellos (gestor técnico), Fábio Pina (assessor econômico) e Paulo Igor (assessor jurídico).

As palestras contaram com a audiência de membros da imprensa de Matão e de convidados, como Jovani Pureza (presidente da Associação Comercial e Empresarial - ACE-Matão). “Foi uma integração importante para que saibam o quanto estamos tentando, de todas as formas possíveis e legais, fazer algo para diminuir os prejuízos decorrentes da pandemia de covid-19”, resume Antonio Geraldo Giannini (Toninho), presidente do Sincomércio-Matão.

“Nosso desejo é de resolver tudo da melhor forma possível, mas temos leis e procedimentos a seguir e respeitar. Não há má vontade, mas há limites, há regras que temos que seguir”, completa Toninho, que considerou o evento on-line muito proveitoso, sobretudo quanto a esclarecimentos e dados prestados aos associados do Sincomércio-Matão.

“Nos mostraram tendências ruins ao setor não essencial e perspectiva de arrefecimento no setor essencial, que continuará positivo. Todos sabem que o melhor a se fazer é vacinar, mas estamos observando que a vacinação tem sido extremamente lenta. O que cresce é o e-comerce, e o modelo híbrido de vendas deverá continuar, sobretudo nos grandes centros”, comenta Toninho.

DESAFIOS E TENDÊNCIAS

Como desafios, foram apontados: economia afetada pelo descontrole da pandemia; fim ou diminuição do Auxílio Emergencial; aumento do desemprego; arrefecimento da geração de emprego celetista; aumento da inflação, das taxas de juros e do endividamento das famílias; dólar mais caro; desequilíbrio fiscal e seus impactos; ambiente político.

As tendências são: os segmentos considerados não essenciais (compra adiável) continuarão com piores resultados; varejo de mercadorias essenciais terá desempenho arrefecido, mas ainda no positivo; o e-comerce – que cresceu no Estado de São Paulo nos primeiros seis meses de 2020 o que havia crescido em seis anos – continuará em ascensão.

Também como tendências: modelo híbrido de funcionamento deve se manter, principalmente em grandes centros urbanos; consumidor buscará segurança no consumo, além de qualidade, preço e boas experiências; famílias estarão com orçamento mais apertado, portanto direcionarão recursos às mercadorias de subsistência; empresas que se adaptam a tecnologia e manutenção de todos os pontos de contato possíveis com o consumidor.

Foram apresentados números e índices resultantes de pesquisas conjunturais feitas junto ao setor varejista nos cenários nacional, estadual, regional e de Matão, referentes a 2020 e aos dois primeiros meses de 2021. Em 2020, o total de admitidos no comércio varejista paulista foi de 721.516 e o total de demitidos, 742.047 (saldo negativo de 20.531). Em Matão, no ano passado, foram admitidos 1.376 funcionários e demitidos 1.342 (saldo positivo de 34).

Após os pronunciamentos dos três representantes da Fecomércio, houve a abertura para as perguntas. Foram colocados pontos jurídicos; apresentadas situações sobre linhas de crédito e abertura de portas. Vagner Cândido Pereira (diretor primeiro tesoureiro do Sincomércio-Matão) solicitou empenho da Fecomércio-SP contra os aumentos de taxas, tributos e tarifas praticados por diferentes fontes também junto a classe varejista, que afetam ainda mais a combalida situação financeira.

AssuntosFecomércio
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