Escolas municipais lidam com desafio do ensino remoto
Criar aulas atrativas aos alunos, a fim de evitar que o processo de aprendizagem seja ainda mais prejudicado, tem sido uma das inúmeras adversidades que educadores têm enfrentado durante a pandemia
Do acervo · publicada originalmente em 4 de março de 2021
Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021As Escolas de Ensino Fundamental I e II de Matão, bem como o Ensino Médio da escola Adelino Bordignon, têm enfrentado, em tempos de pandemia, um complexo desafio: criar aulas atrativas para os alunos, envolvendo-os num processo contínuo de ensino e aprendizagem, a fim de evitar que sejam ainda mais prejudicados com a pandemia, em sua fase vermelha. Outra adversidade ainda maior, é criar o material físico, com atividades didáticas e pedagógicas, impressas, para suprir a demanda dos alunos que não possuem acesso a internet e não dispõem de computadores ou celulares, tecnologias necessárias para acompanhar as aulas remotas.
O prefeito Adauto Scardoelli, que também já atuou como professor, considera que “as dificuldades do setor educacional, nesse momento tão difícil frente a pandemia, são inéditas, mas não podem ser maiores que a força dos professores empenhados em criar situações favoráveis a aprendizagem dos alunos”.
Nesse sentido, o Secretário de Educação e Cultura, Alexandre Luiz Martins de Freitas, ressalta sobre “a importância das ideias inovadoras e criativas na hora de planejar as atividades educacionais, já que o meio virtual jamais terá a mesma qualidade da presença física, por trazer possibilidades perceptivas capazes de provocar a atenção e imersão do aluno, o que possibilita a assimilação e a construção do conhecimento”.
O professor Clóvis Alves Siqueira recorreu a criatividade para inovar as aulas de matemática voltadas ao 7º ano, da escola Adelino Bordignon. Ele usa uma mesa virtual digitalizadora, acoplada ao notebook, que lhe permite demonstrar, simultaneamente, os desenhos e cálculos, de forma expositiva, enquanto explica os exercícios, oralmente, aos alunos, que por sua vez, acompanham atentamente a explicação detalhada da matéria. “Nós professores, assim como toda humanidade, não esperávamos por essa pandemia, que ainda não se sabe quando vai terminar. A dimensão do problema é gigante, por isso é importante dar continuidade aos estudos, pois a qualidade da atuação profissional desses adolescentes, num futuro próximo, está sendo planejada agora”.
Clóvis realiza suas aulas pela plataforma zoom, com duração de 1h30. Grava, posta no youtube e, por fim, conversa com os pais dos alunos, que não participaram da aula, através do grupo de whatsApp e lhes orienta sobre os conteúdos desenvolvidos. Ao final desse processo virtual, identifica os estudantes que não possuem acesso a internet e nem computadores, entra em contato com eles via telefone, planeja o material físico e combina com pais e alunos a dinâmica da retirada do material no endereço da escola.
A diretora da Escola Adelino Bordignon, Maria Paula Ciarantola Bottura, lembrou que, “a autonomia enquanto direito do professor permite que o profissional escolha qual a plataforma digital usar com seus alunos, que podem ser: Google meet, Zoom, Teams, ou até mesmo o WhatsApp.
Entretanto, a pandemia exige do professor uma postura de engajamento, criatividade e força de vontade no sentido de lidar com o desafio de criar aulas que despertem nos alunos o interesse em se conectar com as plataformas digitais para absorver o conteúdo e adquirir o conhecimento.
Por outro lado, há alunos que apresentam maiores dificuldades para acompanharem as aulas remotas, por falta de habilidades com as novas tecnologias. “Nossas equipes de diretores, coordenadores e professores estão atentos a todos os casos, preparando materiais físicos, que já estão sendo entregues na porta das escolas para os pais e alunos”, ressalta Claudionice Pereira Bellintani, diretora da Secretaria de Educação.
Mais parecendo um apresentador de televisão, o professor Bruno C. Chimello, leciona matemática na EMEF Prefeito Celso de Barros Perche, utilizando-se da sala de vídeo do Centro de Atendimento a Juventude-CAJU: olhos concentrados na câmera do notebook, ouvidos atentos as dúvidas dos alunos, exposição de exemplos de frações, escritas à mão e com o giz branco no quadro verde. O método didático e inovador representa a perfeita junção das tecnologias tradicionais com as atuais plataformas educacionais que resultam em criatividade de sobra.
A Escola EMEF Benta Maria Ragassi Scotti- CAIC e o Centro de Artes e Esportes Unificado - CEU, desenvolvem atividades artísticas e culturais, em período integral, voltadas a arte, educação e esporte. O professor de Tecnologia e Informática, Luiz Sabino, contou que ‘desde o ano passado o grupo de educadores vem se dividindo em subgrupos para criarem aulas e gravarem vídeos, que são compartilhadas através do whatApp dos alunos, com o propósito de manter o vínculo e orientar jogos e aplicativos que contribuem com o processo de ensino e aprendizagem”.
Assim, a Secretaria de Educação e Cultura, orienta todos os professores a participem das oficinas promovidas pelo departamento de Cultura, que através da Lei Aldir Blanc, desenvolve oficinas de formação continuada, voltadas ao uso de ferramentas e tecnologias do virtual.
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