Abimaq prevê aumento de 31,6% nos investimentos
Índice se refere ao setor de máquinas e equipamentos em 2021
Do acervo · publicada originalmente em 10 de março de 2021
Fonte: assessoria de comunicação da abimaq
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021O Departamento de Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) elaborou uma pesquisa e revelou que os fabricantes preveem investir mais de R$ 6,7 bilhões em 2021, uma alta 31,6% em relação ao volume investido em 2020, quando realizou em torno de R$ 5,1 bilhões de investimentos contra R$ 7,6 bilhões previstos – variação de 33% (realizados/previstos). A pesquisa aponta que as grandes empresas estão mais dispostas a investir em 2021 com uma previsão de 59% contra 41,3% das médias e 34,9% das micro e pequenas.
“Dada a incerteza do cenário de crise ocasionada pela pandemia do coronavírus, muitas empresas suspenderam seus investimentos e até mesmo fecharam suas portas no ano passado. Em 2021, com a perspectiva de recuperação motivada principalmente pela vacinação contra a covid-19, as empresas estão otimistas para recuperar os investimentos suspensos em 2020”, afirma João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da Abimaq.
Entre os investimentos esperados para 2021, 36% (22,1%/2020) devem ser destinados para ampliação da capacidade industrial, 34,2% (33,4%/2020) para na modernização tecnológica, 21,9% (32,5%/2020) na reposição de máquinas depreciadas e 8% (12%/2020) em outras áreas. “Em função da perspectiva do aumento das vendas de 6,9% em 2021, as empresas estão ampliando seu parque industrial e os postos de trabalho para atenderem as encomendas”, explica Marchesan.
O setor apresenta, nos últimos anos, uma relação muito baixa entre investimentos sobre receita líquida de vendas, chegando a ficar em 3% em 2015. Já em 2020, este valor foi de 3,4%, muito aquém de outros anos, quando chegou ao pico de 14,4% em 2007. “Para um processo de retomada consistente do crescimento por meio do investimento será preciso melhorar as condições de financiamentos, tanto para capital de giro como para modernização ou ampliação das estruturas produtivas”, ressalta Marchesan.
Segundo ele, para melhorar a segurança dos investimentos também é preciso reduzir a insegurança jurídica, o excesso de burocracia e o Custo Brasil, além de simplificar e diminuir a carga tributária. “Sem investimentos, o Brasil não vai crescer e não vai gerar emprego. As prioridades para 2021 são o combate à pandemia da covid-19, vacinação em massa e combate à falta de competitividade dos setores produtivos brasileiros por meio da redução do Custo Brasil. O Brasil precisa aprovar a reforma tributária, a PEC emergencial e a reforma administrativa”, identifica Marchesan.
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