Prefeito de Araraquara se reúne com representantes do governo estadual e vai pedir ajuda
'Amanhecemos com a cidade tecnicamente em colapso do sistema de saúde', diz Edinho Silva (PT). Município tem 12 casos de cepa brasileira detectada primeiro em Manaus. UTI tem 100% de ocupação.
Do acervo · publicada originalmente em 17 de fevereiro de 2021
Fonte: EPTV1/São Carlos e Araraquara
Foto: Reprodução/EPTV
Acervo · 2021Representantes do governo do estado de São Paulo se reúnem com o prefeito de de Araraquara, Edinho Silva (PT), na tarde desta terça-feira (16), para discutir medidas de enfrentamento ao novo coronavírus. Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, o prefeito afirmou que pretende pedir ajuda do estado para ampliar os leitos do Hospital de Campanha.
A comitiva com o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, e com o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, chegou à cidade no início da tarde no Hospital de Campanha.
"Nesse momento nós precisamos ampliar leitos, essa é a principal medida, nós já estamos ampliando leitos, inclusive improvisando em locais que que não foram construídos para isso dentro do Pronto-Socorro do Melhado. Nós estamos ampliando 10 leitos de enfermaria pra hoje e vamos conversar com os secretários estaduais pra que a gente possa ampliar leitos no Hospital de Campanha, mas o mais importante nesse momento é que a cidade possa diminuir a contaminação. Se nós não diminuirmos a contaminação, nós não vamos superar essas dificuldades que nós estamos vivendo hoje", afirmou o prefeito.
A cidade tem uma taxa de ocupação de 100% de leitos de enfermaria e 100% de UTI na rede pública e privada.
Com 12 casos da variante brasileira detectada primeiro em Manaus, um decreto restringe a circulação de pessoas sem justificativa pelos próximos 15 dias. Araraquara que soma 12.434 infectados e 148 mortes desde o início da pandemia.
O prefeito comentou a situação da manhã desta terça, quando 16 pessoas aguardavam por leitos para internação. 11 pessoas já conseguiram leitos e um paciente mais grave foi levado para Matão.
"Hoje nós amanhecemos com a cidade tecnicamente em colapso do sistema de saúde. Dezesseis pacientes no início da manhã precisavam de internações e nós não tínhamos leitos pra ofertar pra esses pacientes. Por isso é necessário que nós possamos aumentar o distanciamento social, é necessário que as pessoas fiquem em casa e só saiam de casa por motivos importantes. (...) Se a contaminação cair, nós vamos diminuir a pressão por leitos e a cidade vai viver uma situação melhor do que nós estamos vivendo hoje", destacou.
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