Comerciantes contam como estão 'se virando' na Fase Vermelha
Serviços não-essenciais não podem permitir acesso presencial do público ao estabelecimento
Do acervo · publicada originalmente em 26 de fevereiro de 2021
Fonte: Ana Luiza Otrente Batista
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021No dia 5 de fevereiro, a região do estado onde Matão está localizada retornou para a Fase Vermelha do Plano São Paulo de controle da covid-19, mudando o cenário do município. Somente mercados, padarias, farmácias, lojas de conveniência, postos de combustíveis, bancas de jornal, lavanderias e hotelarias podem continuar funcionando normalmente, seguindo as medidas sanitárias de proteção. O comércio em geral, enquadrado nos serviços não-essenciais, passou a atender em esquemas de drive-thru e com retirada de produtos na porta, estando proibido o acesso presencial do público ao estabelecimento.
“As vendas têm acontecido por meio das redes sociais, como WhatsApp, Facebook ou Instagram. O cliente entra em contato conosco, enviamos as fotos dos produtos, ele escolhe o modelo e a forma de retirada, podendo vir até a porta da loja apenas para buscar sua compra ou nos enviar o endereço onde mora para fazermos a entrega”, explica Gustavo Veronesi, responsável pela Tazu Calçados.
Outros comerciantes também precisaram se adaptar à nova fase e a experiência tem sido diferente para cada um, conforme conta a proprietária da C&C Joalheiros, Silmara Aparecida de Oliveira. “Da noite para o dia, precisamos reinventar uma loja física, que existe há 25 anos, para uma loja virtual, sem tempo de preparação para isso. Foi e ainda está sendo muito difícil continuar a cumprir as obrigações – que são muitas – para com nossos clientes e funcionários, essenciais nesse processo”, salienta. Produtos da C&C podem ser adquiridos por meio dos telefones 3384-3888 ou 99789-3888.
Segundo informações do Portal da Prefeitura de Matão, essa medida é necessária para garantir a segurança da população. “Temos que respeitar a hierarquia dos governos, portanto, vamos seguir o que foi decretado pelo Governo do Estado, até porque a prefeitura que não cumprir sofrerá sanções judiciais e terá que voltar atrás. A situação é séria e temos que pensar na vida em primeiro lugar”, destaca o prefeito Adauto Scardoelli.
De acordo com Gustavo, a Tazu Calçados também precisou se reorganizar, mas esse processo tem sido feito desde março de 2020, quando a pandemia teve início. “Com as restrições, que começaram em 2020, passamos a replanejar as questões financeiras, a fim de lidar com as incertezas. Refizemos os títulos com os fornecedores, utilizamos os auxílios oferecidos para não desamparar os funcionários e reprogramamos as metas que tínhamos. Cada mês reage de um jeito e no último ano houve muita oscilação de faturamento. Essa reestruturação constante tem sido fundamental, principalmente neste momento que é o mais crítico da pandemia, visto que, além de tudo, não temos nenhum tipo de auxílio do governo”, expõe.
A fim de garantir que o decreto seja cumprido, órgãos de fiscalização têm atuado nas regiões comerciais da cidade – especialmente na parte central, onde muitas lojas estão localizadas. “Tenho visto a atividade dos fiscais no comércio e os lojistas estão respeitando as determinações. Não obtive muitas informações de pessoas que foram multadas, somente daquelas que receberam orientações de funcionamento da fiscalização para garantir a segurança”, pontua Gustavo.
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