Dulce Dalmiglio falece aos 98 anos
Ela dedicou sua vida à ‘lendária’ Sorveteria Dalmiglio
Do acervo · publicada originalmente em 15 de janeiro de 2021
Fonte: Rogério Bordignon
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021Dulce da Silva Dalmiglio, a ‘Dona Dulce’, faleceu em decorrência de uma grave infecção urinária, na segunda-feira (11), por volta das 16 horas, após seis dias de internação no Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’. O corpo foi sepultado na terça-feira (12). Nascida em Matão, no dia 10 de dezembro de 1922, ela completou 98 anos no mês passado.
Quinta dos dez filhos de Izabel Rosa de Jesus e Sebastião Correia da Silva, Dulce é irmã de Maria Izabel, Cândida, Lúcia, Conceição, Nadir, Deise, Augusto, João e Oswaldo – sendo vivas Nadir e Deise. Casada com Archimedes Dalmiglio no dia 9 de fevereiro de 1942, ficou viúva em 14 de fevereiro de 1966.
O matrimônio gerou Maria Dulce Dalmiglio Lopes (Dulcinha), que foi casada com o saudoso Diógenes Rodrigues Lopes, pais de Flávio Rodrigues Lopes (casado com Solange Sola Lopes, pais de Enrico), Virgínia Rodrigues Lopes Garbim (casada com Carlinhos Garbim, pais de Enzo e Vitor) e Marcel Rodrigues Lopes (casado com Giovanna Davatz).
Dulce dedicou 64 anos de sua vida à Sorveteria Dalmiglio, onde preparava as mesmas receitas que a Família Dalmiglio aprimorou por gerações na Itália. Em Matão, a sorveteria foi fundada em 1923, fechando suas portas no dia 14 de setembro de 2006, na altura do nº 948 da Rua Rui Barbosa (Centro).
Após decidir que a Sorveteria Dalmiglio deixaria de fazer história para se tornar ‘lenda’, Dona Dulce continuou atendendo a encomendas. Depois, a receita e o modo de preparo foram ensinados a Carlinhos Garbim, marido de Virgínia. Por 42 anos (1964 a 2006), Dulce contou com a sobrinha Maria Aparecida Zambon (Cida) no atendimento aos clientes. A irmã de Dulce, Nadir, também ajudou as duas em 2005 e 2006.
“Foram 98 anos bem vividos. Só temos que agradecer por todo legado e trajetória deixados por minha avó, um exemplo de pessoa íntegra, forte, determinada, gentil e com uma fé inabalável. Sua generosidade com os amigos, clientes e familiares jamais foi comedida. Sempre teve amor de sobra naquele coração forte”, relata Virgínia.
“Sentir saudades? Muitas! Do seu beijo e do seu abraço afetuosos, dos valiosos conselhos, da sua comida saborosa sempre feita em um minuto, pois seus afazeres sempre eram intermináveis. Era a melhor comida do mundo! Comida de vó, não é assim? Que senso de humor, que inteligência! Prazer e gosto pelas roupas elegantes – como gostava!”, afirma a neta.
“Quantas conversas resgatando sempre o passado... Ouvimos incontáveis recitais de poesia e música, pois tinha uma memória invejável. E, lógico, quanto saborear seu incomparável sorvete. Agora, ficam as boas recordações perpetuadas nos exemplos e atitudes. O carinho e reconhecimento da população matonense nos preenche o coração. Descanse em paz, minha avó amada! A senhora cumpriu sua missão com excelência! Te amo além da vida!”, encerra Virgínia.
Os familiares agradecem aos médicos Paulo Cicogna, Rodrigo Garcia Todaro e Lucas Martins Massari; às cuidadoras Nilva Aparecida Ezequiel, Telma Zanoni e Andressa Egles dos Santos; à fisioterapeuta Franciela Alves; à terapeuta quântica e oriental / acupunturista Fátima Novaes e a equipe do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’.
Agradecem também às enfermeiras do Laboratório São Francisco, em especial Daniela Lúcio Ribeiro Guidoline. A Missa de Sétimo Dia será realizada na Igreja da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida (Bairro Alto), sábado (16), às 19 horas.
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