Capital regride e seis regiões vão para a Fase Vermelha
Governo deve coloca estado na Fase Vermelha durante noite e finais de semana
Do acervo · publicada originalmente em 22 de janeiro de 2021
Fonte: Da Redação
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou hoje que a capital do estado vai regredir de fase no Plano São Paulo, que coordena a flexibilização ou endurecimento de medidas restritivas de controle da pandemia de covid-19. Além da Grande São Paulo, que vai da fase amarela para a laranja, outras seis regiões passarão a partir de segunda-feira (25) para a fase vermelha, a mais restritiva, em que só atividades essenciais podem funcionar.
O governo paulista também determinou que aos finais de semana e feriados todas as regiões do estado ficarão na fase vermelha, em medida que vale a partir do feriado da próxima segunda-feira (25) na capital. Para o restante do estado, o primeiro final de semana apenas com atividades essenciais funcionando será o dos dias 30 e 31. A determinação vale inicialmente apenas por dois finais de semana, até 7 de fevereiro.
Durante os dias da semana, também valerá as regras fase vermelha em todo o estado entre 20h e 6h. Segundo a nova atualização do Plano São Paulo, Bauru, Franca, Presidente Prudente, Sorocaba e Taubaté passam da laranja para a vermelha. Já Barretos vai direto da amarela para a vermelha, se unindo a Marília, que já estava na fase mais restritiva.
Araraquara, São João da Boa Vista, Campinas, Grande São Paulo e Baixada Santista passam da fase amarela para a laranja, que prevê o fechamento de bares para atendimento presencial e funcionamento de restaurantes apenas até as 20h, com capacidade reduzida.
Desta forma, dez regiões do estado ficaram na fase laranja, representando 78% da população. Outras sete estão na vermelha e abrigam 22% dos habitantes paulistas. "Até que tenhamos a maioria dos brasileiros vacinados, a interrupção do ciclo do vírus precisa de medidas para conter a propagação", disse Doria. "Respeitamos opiniões contrárias, empresários que atuam em SP em todos setores, compreendemos as preocupações, mas peço que compreendam que sem vida não há economia. Sem existência não há processo econômico que sobreviva. Precisamos cuidar das pessoas e garantir que estejam vivas para que possam ir a bares, shoppings, parques, áreas de lazer e outras tantas áreas. É nosso dever pela ciência e pelo campo humanitário, defender vidas", afirmou o governador.
O governo paulista disse que agora não fará novas reclassificações do Plano São Paulo até 8 de fevereiro.
Reclassificações seguidas e piora da pandemia
A terceira atualização do Plano São Paulo em duas semanas, algo inédito desde o início da pandemia, foi motivada pela piora principalmente nos índices de ocupação de leitos de UTI e de enfermaria no estado. Na capital, o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou nesta semana que algumas unidades já tinham atingido 100% de ocupação, e precisaram transferir pacientes a outros hospitais para liberar leitos.
Quando o governo estadual anunciou a primeira reclassificação do ano, no dia 8 de janeiro, a intenção era fazer uma nova atualização apenas em 5 de fevereiro. A conta pelas aglomerações das festas de fim de ano, porém, começou a vir mais cedo. Já no início do ano, a gestão de Doria se preparava para um novo pico da pandemia, previsto para anteontem (20).
Ainda dois dias antes, na segunda-feira (18), Gorinchteyn disse que a segunda semana do ano havia sido a pior no estado desde o início da pandemia. O estado registrou um novo pico de média diária de novos diagnósticos de covid-19, com 11.300 casos confirmados.
Desta forma, ficou claro que as duas reclassificações do Plano São Paulo feitas neste ano ainda não foram suficientes para conter o avanço da pandemia. Atualmente, o estado tem 71,1% dos seus leitos de UTI para a covid-19 ocupados, enquanto o índice registrado na região da Grande São Paulo é de 71,6%.
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