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Saúde

Lídia DAgostino moderou um Webinar

Evento sobre tratamentos em problemas decorrentes de malformações da face contou com participação de especialistas nacionais e internacionais

Do acervo · publicada originalmente em 4 de dezembro de 2020

Fonte: Rogério Bordignon

Foto: Acervo A Comarca

Lídia DAgostino moderou um WebinarAcervo · 2020
Lídia DAgostino moderou um Webinar

Entre os últimos dias 26 e 28 aconteceu um Webinar sobre o tema ‘Inovações do tratamento clínico à bioengenharia de tecidos nas malformações congênitas da face’. O curso foi promovido pelo Hospital Sírio Libanês (São Paulo) e Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), sob a coordenação de Daniela Franco Bueno e Daniela Yukie Sakai Tanikawa.

O evento contou com a participação de especialistas nacionais e internacionais com ampla experiência no tratamento e reabilitação das deformidades craniofaciais congênitas e na utilização de estratégias inovadoras, como a bioengenharia de tecidos para tratamento destas patologias, com o propósito de compartilhar conhecimento baseado em evidências, ensino, pesquisa e práticas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Dentre os participantes estava a matonense Lídia D’Agostino, fonoaudióloga especialista em Motricidade Orofacial (MO).

“O Proadi-SUS é uma forma alternativa para determinados hospitais fazerem jus à Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social em Saúde (Cebas), através da transferência de sua expertise pela realização de projetos de educação, pesquisa, avaliação de tecnologias, gestão e assistência especializada voltados ao fortalecimento e à qualificação do SUS em todo o Brasil”, cita Lídia.

Na programação do evento discutiu-se os panoramas mundial e nacional sobre o potencial da bioengenharia de tecidos moles e tecidos ósseos na reabilitação das deformidades craniofaciais. A apresentação de estudos clínicos no tratamento das Microssomias Craniofaciais e das Fissuras Lábio Palatinas demonstrou os benefícios terapêuticos da bioengenharia de tecidos moles e de tecidos ósseos.

Os estudos são relevantes considerando que as Fissuras Lábio Palatinas são as de maior incidência – de uma para cada 650 bebês nascidos vivos – e as Microssomias Craniofaciais, a segunda deformidade facial mais comum. “Renomados cirurgiões apresentaram os protocolos cirúrgicos; os odontólogos discutiram as melhores práticas do tratamento pré e pós-cirúrgico das deformidades; e os fonoaudiólogos, a atuação quanto à orientação à gestante, alimentação do neonato, desenvolvimento da linguagem e da fala, mastigação, deglutição e respiração”, relata Lídia.

MODERADORA

No bloco ‘Fonoaudiologia e Fissuras Lábio Palatinas’, Lídia atuou como moderadora das palestras ‘Alimentação do neonato com Fissuras Lábio Palatinas’, apresentada pela fonoaudióloga Regianne Weitzberg (Hospital Infantil Menino Jesus - Instituto de Responsabilidade Social Sírio Libanês) e ‘Alimentação do bebê com Sequência de Robin’, apresentada pela fonoaudióloga Rosana Prado de Oliveira (Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo - Bauru, conhecido como ‘Centrinho’).

“A administração alimentar do neonato sempre foi tópico de interesse e preocupação dos fonoaudiólogos envolvidos no tratamento dos bebês com Fissuras Lábio Palatinas, não só pelo aspecto nutricional como também pelas consequências de procedimentos não assertivos. A área das malformações craniofaciais congênitas é fascinante para o profissional atuante em equipe interdisciplinar pela troca de conhecimento, acompanhar avanços tecnológicos, os novos recursos de tratamento e o acompanhamento linear da evolução dos neonatos até a vida adulta com mais qualidade de vida”, resume Lídia.

“Para moderar as palestras, usei a minha experiência clínica adquirida como fonoaudióloga das equipes de Fissuras Lábio Palatinas do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, do Instituto de Recuperação Humana do Hospital Beneficência Portuguesa, do Instituto de Cirurgia Plástica Santa Cruz e do Núcleo de Plástica Avançada do Hospital Beneficência Portuguesa. E também como colaboradora voluntária do Grupo de Estudos em Fissuras Lábio Palatinas da Disciplina de Prótese Bucomaxilofacial da Faculdade de Odontologia da USP-SP”, descreve Lídia.

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