Quatro vezes Adauto!
Quarta vitória nas urnas do candidato a prefeito foi conquistada com 18.410 votos
Do acervo · publicada originalmente em 20 de novembro de 2020
Fonte: Rogério Bordignon
· Leitura de 7 min
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020Adauto Scardoelli já havia entrado para os registros inéditos da história política de Matão em 2008, quando se tornou o primeiro prefeito reeleito para um mandato consecutivo. Outro fato histórico foi o de ser chefe do Executivo por 12 anos, superando os dez anos do saudoso ex-prefeito Jayme Gimenez em duas gestões descontínuas.
Agora, outra marca histórica: ter sido eleito para o quarto mandato, o que lhe perspectiva atingir o tempo total de 16 anos como prefeito. Cabe lembrar que Jayme também atuou como vereador no período de 1º de fevereiro de 1977 a 31 de janeiro de 1983 e foi deputado estadual por dois mandatos consecutivos (1991-1994 e 1995-1998).
Aguardando ao resultado oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto à totalização dos votos da Eleição Majoritária em Matão, Adauto foi até um local no centro da cidade onde o PT realizou apuração paralela referente à disputa para prefeito e o MDB fez o mesmo com relação à votação obtida por seus candidatos a vereança.
O prefeito eleito chegou após as apurações paralelas, acompanhado do candidato a vice-prefeito Aparecido Ferrari. Após 31 anos de trabalho no Grupo Bambozzi, oito como presidente do SindMetal-Matão, dois mandatos como vereador (2000-2008), 14 meses como presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Matão (AAPM), Cido considerou viver um “momento único e especial”.
“Também vivemos um momento de muita responsabilidade, cuja carga aumentará a partir de janeiro de 2021. Agradecemos a todos que acreditaram em nós e nos fazem retomar uma jornada que será empenhada para toda Matão. Liderados pelo prefeito eleito Adauto, sabemos que podemos ajudar muito ao nosso município, sobretudo quanto às prioridades sociais”, resume Cido.
PREFEITO ELEITO
Adauto abriu seu depoimento relatando a ansiedade vivida. “Terminava o dia, mas não passavam as horas; iam-se as horas, mas ficavam os minutos; partiam os minutos e os segundos duravam muito. Mas é um momento de satisfação, de alegria, porque fomos escolhidos novamente. Eleição é o momento em que o cidadão mostra o que quer para seu município, seu estado, seu país”, diz.
“A democracia pode ter defeitos, mas nada melhor do que a sua prática para os aperfeiçoamentos necessários. Quem é contra a democracia acaba ficando fora deste processo evolutivo contínuo. De nossa parte, fizemos uma campanha respeitosa, aberta ao debate político e de propostas”, cita Adauto, elogiando o histórico de Cido Ferrari como presidente de entidades, metalúrgico e vereador, bem como agradecendo ao empenho e dedicação dos 17 candidatos à vereança do PT em 2020.
Registrou seu respeito aos seis adversários políticos. Parabenizou Sônia Moura como “uma surpresa nesta Eleição; acompanhamos sua campanha e sabíamos do seu potencial”. Fez menção a Sandro Trench, Rui Pinotti e Tadeo Gimenes, salientando que estes dois últimos deram suas contribuições históricas respectivamente como ex-prefeitos de Motuca e de Matão, sendo Rui também foi vice-prefeito de Matão.
“Eu e o Rui sempre tivemos respeito mútuo desde a primeira eleição que disputamos em 1996”, lembra Adauto, afirmando que Ivan Serigato Júnior já o tinha parabenizado pela vitória por telefone e se colocado à disposição para ajudar Matão. “Todos nós vivemos a história política de Matão e é a ela que devemos respeitar, concordando ou discordando; afinal, a vida ensina, um dia após o outro”.
Quanto ao atual prefeito Edinardo Esquetini, Adauto se colocou à disposição para que seja iniciado um processo de transição “o mais transparente possível, com muitos dados, para que já tenhamos a maior quantidade de informações destinadas ao início do nosso governo a partir do próximo dia 1º de janeiro. Meu respeito também ao Esquetini”, coloca Adauto.
PERSPECTIVAS
“Sabemos que 2021 será um ano muito difícil devido à situação financeira dos municípios, dos estados e do Brasil, ainda mais lutando contra uma pandemia. Eu e o Cido Ferrari sabemos o que é remendar calças, o que é tapar buracos nas solas dos calçados. Mas temos certeza de que superaremos todas as adversidades e conseguiremos melhorar Matão”, sintetiza.
Adauto frisou que se entristeceu com depoimentos que ouviu durante a campanha eleitoral, por parte de chefes de família, mulheres e idosos quanto a falta de medicamentos cardíacos, por exemplo. “Vi muita gente chorar!”, enfatiza. Também lamentou a situação de abandono em que muitas praças se encontram, bem como de sujeira por vias e lugares públicos.
“Logo no início do governo, voltaremos com o projeto ‘Boa Praça’, possivelmente em parceria com a iniciativa privada. Já tive uma reunião com o Ciesp-Matão sobre este e outros assuntos. Nosso desejo é estabelecer parcerias para o ‘Boa Praça’ e para outras iniciativas também importantes para Matão diante de possibilidades legais e de suas viabilidades”, ressalta.
O prefeito eleito colocou que há obras para serem continuadas buscando-se recursos financeiros estaduais ou federais e projetos já prontos para o início de outras obras. “Precisaremos do apoio de todos. O Neto Mascellani (presidente do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo, Detran-SP) afirmou que nos auxiliará junto ao Governo do Estado e lideranças como o deputado federal Baleia Rossi se colocam como parceiros de Matão”, exemplifica.
“Há deputados estaduais e federais que tiveram considerável quantidade de votos em Matão, mas nunca sequer remeteram recursos financeiros para alguma de nossas entidades, nunca ajudaram a Matão. Vamos bater nas portas deles e perguntar qual foi o motivo pelo qual se esqueceram de Matão. Vamos buscar todo apoio de parlamentares e pessoas ligadas aos governos estadual e federal, de qualquer partido”, frisa.
PROJETOS
Como exemplos de obras a terem continuidade, Adauto tentará viabilizar a outra parte da Avenida João Marchesan, desde o início da duplicação desta até a Avenida Ludwig Eckes, no Jardim Santa Rosa. “Há outras obras – iniciadas quando fui prefeito – para continuar e conseguiremos concluí-las, com apoio, assim como projetos já providenciados em documentos. São muito importantes para a Matão de hoje e para o futuro do município”, perspectiva.
O prefeito eleito também falou sobre projetos de habitação, educação, meio ambiente, assistência social, merenda escolar – com a possibilidade da parceria com restaurantes locais –, de cultura, segurança pública, infraestrutura – como obras anti enchentes – mas, sobretudo, da área da saúde, do atendimento direto à população nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), no Programa Saúde da Família (PSF) e, prioritariamente, para que a população consiga mais medicamentos.
Sobre o relacionamento com a Câmara Municipal, Adauto diz que “será profícuo, para que o melhor a Matão seja realizado. Debateremos no campo das ideias, da boa vontade, do respeito e da seriedade”, realça. “Trabalharemos muito e de forma transparente para a nossa população, nos esforçando diuturnamente”, assegura, quanto ao ritmo da futura gestão municipal.
Após seu depoimento, o prefeito eleito respondeu a perguntas em sistema de entrevista coletiva. Voltou a comentar sobre obras inacabadas a serem continuadas; novas obras; sobre a responsabilidade de assumir uma nova administração; sobre a situação da saúde, com a falta de médicos, medicamentos e os desafios provocados pela pandemia; sobre o respeito e a sequência ao Plano Diretor e seus projetos inerentes; sobre terceirizações. Depois disso, Adauto e Cido Ferrari foram comemorar a vitória junto a eleitores na Praça ‘Alfredo de Paiva Garcia’.
Prefeitos por mais de cinco anos
Adauto é o décimo dos 31 prefeitos que administraram Matão por mais de cinco anos. Dois deles são Coronel Leão Pio de Freitas (15 de janeiro de 1908 a 15 de agosto de 1915) e Major Joaquim Gabriel de Carvalho (2 de julho de 1917 a 15 de janeiro de 1923 / 16 de setembro de 1938 a 26 de abril de 1939).
Outros são: Manoel Martins de Castro (15 de janeiro de 1924 a 19 de outubro de 1930), José Bartholomeu Ferreira (6 a 11 de novembro de 1930 / 12 de novembro de 1930 a 13 de abril de 1931 / 26 de abril de 1939 a dezembro de 1946); Aparício da Silva Coelho (13 de abril de 1931 a 11 de maio de 1936 / 23 de maio de 1936 a 16 de setembro de 1938); Armando Bambozzi (1º de janeiro de 1964 a 31 de janeiro de 1969).
E também: Laert José Tarallo Mendes (1º de fevereiro de 1969 a 31 de janeiro de 1973 / 1º de fevereiro de 1977 a 2 de maio de 1981); João Fecchio (3 de maio de 1981 a 31 de janeiro de 1983 / 1º de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992) e Jayme Gimenez (1º de fevereiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988 / 1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004).
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