No pleito matonense de 2020, 24.236 pessoas não votaram
Soma de abstenções, votos brancos e nulos corresponde a 36,93% – recorde em Matão
Do acervo · publicada originalmente em 20 de novembro de 2020
Fonte: Rogério Bordignon
· Leitura de 4 min
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020Na Eleição Majoritária do Pleito Municipal 2020, realizada no último dia 15, Adauto Aparecido Scardoelli foi o vencedor com 18.410 votos, quantidade que estabelece 44,42% dos 41.447 votos válidos. Adauto caminha para seu quarto mandato, pois foi prefeito de Matão de 1997 a 2000 e por outros dois mandatos consecutivos de 2005 a 2012.
A segunda colocada foi a primeira mulher candidata a prefeita em Matão, pois Sônia Maria Ferraz de Moura obteve 6.172 votos (14,89%) e terminou o pleito na frente de outros cinco candidatos ao Executivo Municipal: Luis Tadeo Gimenes, com 5.224 (12,60%); Rui Fernando Pinotti, com 4.155 (10,02%); Ivan Serigato Júnior, com 3.364 (8,12%); José Edinardo Esquetini, com 2.804 (6,77%); e Sandro Aparecido Bellintani Trench, com 1.318 (3,12%).
Diante de um universo de 65.683 eleitores aptos a votar em Matão, a quantidade dos 48.953 registrados em urna representa 74,53% do total possível. A abstenção foi de 16.730 eleitores (25,47%). Dos que foram às urnas, 4.540 anularam seus votos (9,27%) e 2.966 votaram em branco (6,06%). Assim, a soma abstenção, mais votos em branco, mais votos nulos perfaz 24.236, o que corresponde a 36,93% da quantidade total de eleitores.
Destaca-se que 4.540 eleitores anularam seus votos, contingente inserido no total dos 48.953 votos registrados em urna. O mesmo ocorre para os 2.966 eleitores que foram às urnas e votaram em branco. Este montante (nulos e brancos) é distinto da abstenção, formada pelos eleitores que sequer foram às urnas. De toda forma, praticamente quatro em cada dez matonenses aptos a voto deixaram de votar em algum dos candidatos a prefeito em 2020.
É o mais alto índice da soma abstenção, mais votos nulos, mais votos em branco da história de Matão, considerando as eleições majoritárias para prefeito. E a situação é crescente: em 2004, esta soma atingiu 9.271 votos (17,06% do total dos 54.320 eleitores aptos a voto); em 2008, 11.779 (20% dos 58.906); em 2012, 13.707 (22,44%); e em 2016 atingiu 20.736 (32,90% dos 63.012 eleitores aptos a voto).
VEREADORES
Na concorridíssima Eleição Proporcional, somente quatro candidatos às 11 cadeiras da Câmara Municipal de Matão conseguiram mais de 1.000 votos: Ana Maria Freire da Silva Mondini (MDB, 1.385), Paulo Augusto Bernardi (MDB, 1.349), Haroldo Fernando Gonçalves (Gago, PL, 1.275) e Everaldo de Carvalho (Democratas, 1.070).
Os outros eleitos foram Sidinei Calabrês (China, PSB, 888), José Aparecido Ferreira dos Santos (Cido Motos, Democratas, 822), Jonas Vagner Garcia Filho (Joninhas, MDB, 799), João Silvério do Carmo Filho (PP, 699), Davison José Tosadori (PT, 680), Luiz Francisco Fernandes (Pelanca, PT, 485) e Paulo Robson Ramos (Robinho, PTB, 463). Dos 11 atuais vereadores da Câmara, somente quatro (Ana, China, Joninhas e Carmo) se reelegeram, o que perfaz renovação de 63,63%.
Sônia Moura foi candidata a prefeita pelo PP e Valter Luiz Trevizaneli (Valtinho) se candidatou a vice-prefeito pelo Cidadania. Luiz José Cerqueira (Cidadania, 932 votos), Luiz Constante Mansini (PSB, 612) e Cleuza Zenaidir Salatta (PSB, 241 votos) não se reelegeram. Agnaldo Navarro de Sousa e Ednaldo Leão da Rocha (Nau) não se candidataram.
‘SANTINHOS’
Os avanços obtidos nos Pleitos de 2016 e de 2018 retrocederam, pois novamente uma quantidade considerável de ‘santinhos’ foi jogada nas vias públicas junto aos locais de votação e em outros pontos, como bares. A atitude voltou a incomodar – não como em outras eleições – o eleitor consciente, causando muita sujeira.
UMA DETENÇÃO
Às Eleições de 2020 foram disponibilizadas 195 urnas eletrônicas, distribuídas em 179 Seções Eleitorais em Matão e 16 em Dobrada. A Justiça Eleitoral foi representada por Talita Banhos Paula (chefe do Cartório Eleitoral), Cleber Pereira Defina (promotor eleitoral), Marcos Therezeno Martins (juiz eleitoral auxiliar) e Ricardo Domingos Rinhel (juiz eleitoral).
Também atuaram Marlos Marcuzzo (delegado de Polícia); Rodrigo Adriano Lopes e Luiz Augusto Alves Tavares, respectivos capitão e 1º tenente da Polícia Militar (PM); e Ezequiel Félix Pereira (‘Sombra’, diretor do Departamento Municipal de Segurança Pública, Defesa Civil e Trânsito). Trabalharam ainda 780 mesários, 185 pessoas no apoio logístico e mais seis fornecendo apoio no Cartório Eleitoral.
“Enfrentamos algumas dificuldades quanto ao apoio logístico em locais de votação, devido a execução de procedimentos obrigatórios para se evitar contaminações pelo coronavírus, bem como lentidão no uso do aplicativo digital para se justificar votos, mas tudo foi resolvido”, sintetiza Talita. “Não houve problema com urnas eletrônicas e a votação transcorreu em paz”, continua o promotor Cleber. “Tudo o que foi previsto pela equipe do Cartório Eleitoral foi cumprido”, completa o juiz Ricardo.
O tenente Tavares citou que tudo transcorreu dentro do planejamento da PM. “Agradecemos ao empenho de cada um dos integrantes da nossa tropa, ao apoio da Guarda Civil Municipal e ao trabalho em conjunto com representantes e colaboradores da Justiça Eleitoral. Obrigado à sociedade civil como um todo, que soube exercer a democracia e se portou de maneira ordeira. Houve uma detenção na EM ‘Adelino Bordignon’ devido a um flagrante do crime de ‘Boca de Urna’”, resume Tavares.
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