Matão é a 58ª entre melhores cidades para se envelhecer
Segunda edição do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL) foi divulgada na segunda-feira (12)
Do acervo · publicada originalmente em 15 de outubro de 2020
Fonte: Mariza Tavares (G1)
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020Na segunda-feira (12), foi divulgada a segunda edição do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), que mostra as cidades mais bem preparadas para o envelhecimento da população. Na primeira edição, Santos havia sido apontado como o melhor município, mas foi desbancado por São Caetano do Sul, também em São Paulo.
O levantamento é feito pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e engloba sete variáveis: saúde; bem-estar; finanças; habitação; cultura e engajamento; educação e trabalho; indicadores gerais. Cada variável tem uma série de indicadores, que totalizam uma nota.
Por exemplo: em saúde são avaliados, entre outros dados, o número de leitos, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos disponíveis. Nos indicadores gerais, contam expectativa de vida ao nascer, violência no trânsito, distribuição de renda e taxa de desemprego. Henrique Noya, diretor-executivo do instituto, afirma que todas as informações vêm de órgãos oficiais, “com validade notória e sem viés político”, enfatiza.
Acrescenta que o propósito do estudo é se transformar numa ferramenta útil para as pessoas avaliarem que cidades podem ser mais acolhedoras na fase madura de suas vidas. “O relatório pode ser baixado por qualquer um e, além disso, oferece um simulador”, diz ele. O número de municípios analisados dobrou, de 500 para 1.000 e foram criados dois grupos: o primeiro abrange 300 de grande porte e, o segundo, 700 pequenos.
Há também três rankings de IDL: para o envelhecimento da população em geral, para pessoas entre 60 e 75 anos e para aquelas acima dos 75. O objetivo é ajudar a formular políticas públicas que aperfeiçoem a qualidade de vida e para que empresários identifiquem oportunidades de produtos e serviços. No IDL 2020, foram analisados 50 indicadores divididos em sete variáveis: Cuidados de Saúde; Bem-Estar; Finanças; Habitação; Cultura e Engajamento; Educação e Trabalho; e Indicadores Gerais.
No agregado, ou seja, no cômputo geral dos indicadores, depois de São Caetano do Sul, vêm Santos, Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Niterói (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Atibaia (SP), Catanduva (SP) e Americana (SP)que ocupam as dez posições de maior destaque. Entre as cidades pequenas, os cinco primeiros lugares são de Adamantina, Vinhedo, Lins, São João da Boa Vista, Itapira, Tupã, Fernandópolis, Votuporanga, Dracena (todas estas nove, paulistas) e Esteio (RS).
São Caetano do Sul se distinguiu por ter saneamento básico para 100% dos habitantes, baixa frequência de suicídios, oferta de espaços para condicionamento físico e bom desempenho em finanças e habitação. Matão, no agregado, ocupa a 58ª posição, sendo a 64ª na faixa etária dos 60 aos 75 anos e a 77ª para quem tem mais de 75 anos. Na nossa região, do ranking agregado, superam Matão, Taquaritinga (52º), Monte Alto (30º), Bebedouro (18º) e Jaboticabal (16º).
Comentários
Ninguém comentou ainda. O primeiro comentário pode ser o seu.








