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Negócios

Comércio e serviços perderam mais de 300 mil empregos

Pesquisa da Fecomércio-SP abrange dados do começo do ano ao final de agosto

Do acervo · publicada originalmente em 22 de outubro de 2020

Fonte: assessoria de comunicação da fecomércio-sp

Foto: Acervo A Comarca

Comércio e serviços perderam mais de 300 mil empregosAcervo · 2020
Comércio e serviços perderam mais de 300 mil empregos

Os setores do comércio e de serviços do Estado de São Paulo registraram, juntos, um saldo negativo de 308.727 empregos formais no acumulado do início do ano até agosto, ainda em meio à pandemia do coronavírus, aponta a Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP).

No caso do comércio foi o pior desempenho da série histórica: a redução de 134.708 no total de empregos formais no período significou uma queda de 5% em relação ao seu estoque de vínculos. A área mais impactada foi o varejo, que registrou um déficit de 104.333 vagas no período. No setor de serviços houve também pior desempenho para o período, mas a retração proporcional foi menor: 174.019 vagas a menos e um recuo de 2,81% nos primeiros oito meses do ano.

“Ao se considerar o período de impacto da pandemia de março a agosto, o saldo de posto de trabalho celetista do comércio paulista foi negativo em 120.241 vagas; e o do setor de serviços, negativo em outras 240.788 vagas, com reduções proporcionais respectivas de 4,52% e 3,84%”, cita Antonio Geraldo Giannini (Toninho), presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio-Matão).

Apesar dos resultados negativos em 2020, o comércio paulista apresenta os primeiros sinais de retomada. Depois de fechar o mês de abril com um déficit de mais de 73 mil vagas e de seguir fechando postos de trabalho entre maio e junho, o setor teve saldos positivos de empregos celetistas em julho (7.122) e em agosto (15.339), quando registrou avanço de 0,6% proporcionalmente ao estoque, mês com maior crescimento do mercado formal entre os comerciantes do Estado, desde novembro de 2019.

A situação é parecida à do setor de serviços, que chegou a ter déficits de 132 mil empregos formais em abril e de 55,5 mil em maio, mas voltou a registrar saldo mensal positivo em agosto de 15.635 novas vagas e um crescimento de 0,26%.

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