Vacinação infantil deve ser reforçada
Matão se mantém dentro das coberturas exigidas, principalmente em crianças de até quatro ou cinco anos
Do acervo · publicada originalmente em 15 de setembro de 2020
Fonte: Mariluci Schiavetto / com informações g1 / ministério da saúde
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020Dados do Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, apontam que cerca de metade das crianças brasileiras não recebeu todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Imunização em 2020. Segundo os índices do PNI, atualizados até segunda-feira (7), a cobertura vacinal está em 51,6% para as imunizações infantis. O ideal é que ela fique entre 90% e 95% para garantir proteção contra doenças como sarampo, coqueluche, meningite e poliomielite. Neste ano, entretanto, a cobertura vacinal da primeira dose da vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) está abaixo de 60%. A da segunda dose está abaixo de 50%. Nenhuma das vacinas previstas no calendário infantil teve índices acima de 60%.
O Ministério da Saúde informa que os dados da vacinação de 2019 e de 2020 “são preliminares e estão em fase de fechamento”, e que “estados e municípios têm até o final de setembro para inserção dos dados referentes a 2019; os dados de 2020 serão consolidados em 2021. Sendo assim, no momento não é possível avaliar a adesão à vacinação deste ano”. O baixo índice de imunização já tem consequências: dados do Ministério da Saúde mostram que, até o início de agosto, o país tinha 7,7 mil casos confirmados de sarampo. No ano passado, o Brasil perdeu o certificado de erradicação da doença.
EM MATÃO
De acordo com Ana Maria Fontoura Bopp, enfermeira do Centro de Saúde e coordenadora da Vigilância Epidemiológica, o município se mantém dentro das coberturas vacinais exigidas, principalmente em crianças de até quatro ou cinco anos. “A vacinação já começa na maternidade, onde são aplicadas as vacinas BCG contra a tuberculose e a hepatite B. Após os cinco anos são agendadas as vacinas de HPV e meningite, com reforço a partir dos nove anos. É importante reforçar estas doses, pois os jovens são resistentes a tomar vacinas”, informa a enfermeira. Após estas vacinas, a cada 10 anos deve ser reforçada a Dupla Adulto contra difteria e tétano.
Anualmente são realizadas campanhas de vacinação, tanto para crianças que estão com doses em atraso como para reforçar a imunização contra doenças. “Em Matão existem nove unidades básicas de saúde que possuem salas de vacinação, distribuídas pelos bairros, o que facilita o comparecimento. No momento, estamos ainda com vacinação contra a influenza para todas as faixas etárias. Foi prorrogada também a vacinação contra sarampo, rubéola e caxumba, até 31 de outubro, para as faixas etárias de seis meses a 29 anos e de 30 a 49 anos. Para a faixa de seis meses a 29 anos, a campanha é seletiva, ou seja, quem já tomou as duas doses não precisa se vacinar; e para faixa de 30 a 49 anos é indiscriminada, ou seja, independentemente de já ter tomado as duas doses, vai receber mais uma. É importante lembrar que a caderneta de vacinação deve ser apresentada no local para anexar o comprovante e para atualização”, explica Ana.
Comentários
Ninguém comentou ainda. O primeiro comentário pode ser o seu.








