Uma coleção do Nossa Gente
Gilson Ferreira tem exemplares do jornal periódico que registrou a história da Citrosuco
Do acervo · publicada originalmente em 18 de setembro de 2020
Fonte: Rogério Bordignon
· Leitura de 6 min
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020Gilson Ferreira tem uma coleção de exemplares do jornal periódico ‘Nossa Gente’, que foi elaborado pelo setor de comunicação da Citrosuco, sendo protagonizado pelo saudoso jornalista Gilberto Silva e distribuído aos funcionários do grupo. O primeiro exemplar circulou em junho de 1981, tendo como manchete a inauguração da Associação Citrosuco de Recreação e Esportes (Acre), clube da empresa inaugurado no dia 1º de maio daquele ano, depois denominado de ADC-Citrosuco e Amel, até sua extinção no dia 1º de junho de 2016.
Gilson nasceu no dia 6 de março de 1961, em Tabatinga. Filho de Manoel Ferreira Neto e Alzira de Andrade Ferreira, é irmão de Gérson e Fernanda. Ele e a esposa Cristiane de Fátima Russo Ferreira tem um único filho, Vitor Russo Ferreira, casado com Sabrina Caldeira Gama, pais de Liz. Gilson é bacharel em Administração de Empresas, curso superior concluído na Universidade de Araraquara (Uniara) em 1990. Tem vários cursos técnicos, profissionalizantes e de atualização. Sobre o ‘Nossa Gente’, ele foi entrevistado por A Comarca.
Em quais empresas você trabalhou?
Trabalhei em duas empresas. Iniciei na Marchesan Implementos e Máquinas Agrícolas Tatu S/A, no almoxarife, onde atuei de junho de 1978 a outubro de 1980 e de novembro de 1980 a abril de 1981 como assistente de Contas a Pagar. Na Fischer S/A Comércio, Indústria e Agricultura, fui controlador de Conta Corrente de Produtor (abril de 1981 a março de 1983); encarregado de Controle de Material Citrícola (abril de 1983 a dezembro de 1991); encarregado de Cadastro e Informações aos Produtores (janeiro de 1992 a dezembro de 1994); analista contábil (janeiro de 1995 a agosto de 1999); analista contábil sênior (setembro de 1999 a maio de 2004) e supervisor de custos (junho de 2004 a dezembro de 2015). Me aposentei por tempo de serviço em julho de 2013, mas continuei trabalhando normalmente até dezembro de 2015 pela Fischer. A partir de janeiro de 2016, atendo serviços particulares e empresariais por consultoria.
Por que você iniciou a coleção do ‘Nossa Gente’?
Porque comecei a reconhecê-lo como um periódico importante. No início, os exemplares vinham com uma etiqueta que trazia o nome de cada funcionário na primeira página. O primeiro exemplar circulou em junho de 1981. Em novembro/dezembro de 1990, na edição de n° 114, o ‘Nossa Gente’ passou a ser bimestral. Era um jornal que mostrava a evolução da Citrosuco, da Fischer, trazia histórias dos colaboradores, fazendo com que a gente se inspirasse em muitos deles para poder crescer.
O primeiro exemplar surgiu em junho de 1981. E o último?
O último exemplar que tenho é de agosto de 1994, edição nº 135. Não tenho certeza, mas acredito que se não foi o último, é uns dos últimos exemplares do ‘Nossa Gente’. Estão encadernados do nº 1 até o nº 60.
Revistas também foram publicadas e distribuídas aos funcionários.
Sim. Tenho uma coleção de revistas, também editada pela Citrosuco Paulista S/A bimestralmente, chamada de ‘Laranja e Cia’. Era direcionada aos citricultores. São 44 exemplares. Ajudou-me muito no meu crescimento profissional também, pois tinha muitos detalhes sobre como fazer os custos das propriedades. O exemplar nº 1 é de agosto/setembro de 1986 e o nº 44 é de maio/junho de 1996. O ‘Nossa Gente’ também me ajudou muito profissionalmente.
Por quê?
Muito do que eu coloco em prática nas minhas consultorias, principalmente na parte industrial, aprendi com apresentações que constam no ‘Nossa Gente’. Considero um jornal muito bem feito, variado, útil, enfim, um importante meio de registros históricos.
Você esteve em algumas páginas do ‘Nossa Gente’.
Sim, de vários exemplares. O principal motivo é de que eu era goleiro do time de futebol de salão do setor de Frutas, que por muitos campeonatos foi campeão ou vice do torneio interno. Sempre tinha matéria feita pelo saudoso jornalista Gilberto Silva sobre os campeonatos internos de futsal.
Alguma matéria te traz mais recordações ao folhear os exemplares hoje?
Recordo-me bem de uma matéria publicada na edição nº 42, de novembro de 1984, registrando a segunda vinda do Pelé a Matão, sendo que a primeira foi em outubro de 1975. Nesta segunda visita, fizemos fez uma fotografia com ele em nosso departamento, levantando uma das taças que a gente ganhou no campeonato de futsal. E no último exemplar que eu tenho, de nº 135, estou na primeira página participando de uma final de campeonato de minicampo. Atuei pelo Laboratório e fomos vice-campeões.
Outras lembranças?
Há muitas... O meu pai, Manoel, trabalhou na Fischer de 1984 a 1999, quando se aposentou como motorista de carreta. No ‘Nossa Gente’ tem muitas citações referentes a ele, entre as melhores médias no consumo de combustível. Meu irmão Gerson também trabalhou na Fischer S/A como gerente de Operações Financeiras, de 1980 a 1999. Com o passar do tempo, vamos nos esquecendo de muitas coisas, mas quando vejo edições do ‘Nossa Gente’, volta tudo como se tivesse acontecido ontem. Gosto muito de lembrar também dos tempos do saudoso Clube Santa Carolina (existente de abril de 1980 a março de 1997). Tínhamos um grupo de amigos inesquecíveis jogando futebol lá às quintas-feiras e aos sábados. Passamos a nos reencontrar pelo menos uma vez por ano na chácara da família Oliveira, mas neste ano não foi possível devido ao isolamento social; porém, integramos um grupo de WhatsApp. Tem várias matérias no ‘Nossa Gente’ sobre diversos tipos de eventos no Santa Carolina. De vez em quando folheio para matar saudade. Comecei a frequentar o clube logo que entrei na Fischer, com convites dados por meu amigo Adalcir Aparecido Brogio (Bira). Até que cresci profissionalmente e me tornei associado. Lá também passei muitos bons momentos com a minha família. Casei-me em 1992 com a Cristiane, mas desde namorada ela sempre me acompanhou e fez muitas amizades com companheiras e esposas de outros amigos. O nosso filho Vitor sempre me acompanhou também. Daí num determinado momento, ele disse que seria goleiro como eu.
E o Vitor se tornou goleiro do Palmeiras.
Aos 13 anos, em novembro de 2005, o Vitor foi fazer um teste no Palmeiras e foi aprovado, ficando lá até janeiro de 2011, em todas as fases sendo titular e capitão (Sub-14, 15, 17 e 18). Na Sub-18, participou da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em Jaguariúna. Eles viajaram para França e Japão, onde disputaram torneios mundiais. Daí, com o final da temporada no Palmeiras, ele e vários outros atletas foram dispensados. Logo na sequência foi contratado pela Portuguesa para disputar o Campeonato Paulista e participou do Campeonato Brasileiro da Série B, sendo a Lusa campeã invicta em 2011. Pela campanha feita, chamavam o time de ‘Barcelusa’. O Vitor ficou por diversas vezes no banco do Weverton (atual goleiro do Palmeiras, campeão olímpico em 2016). No final de 2011, praticamente todo o elenco foi negociado ou dispensado. Em 2013, ele veio para o Botafogo de Ribeirão Preto, onde fez toda preparação para a disputa do Campeonato Paulista. Novamente estava tudo andando bem, mas veio um treinador novo e não quis tê-lo no elenco. Ele desistiu da carreira no futebol profissional. Neste período de oito anos, o Vitor não deixou de estudar. Ganhou muitas experiências de vida, o que deu base para seguir em novos caminhos. Hoje, ele atua na área de ‘Seguros Executivos de Contas’ numa empresa multinacional. Ele e a esposa Sabrina nos deram um grande presente: nossa netinha Liz.
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