Amor ao agro desde criança
Marcos Monazzi Junior, Fulvio Zara e Edison Baldan Junior se destacam em funções importantes exercidas junto a empresas do setor
Do acervo · publicada originalmente em 22 de setembro de 2020
Fonte: Rogério Bordignon
· Leitura de 9 min
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020No último mês de junho, Matão se destacou como um dos municípios que mais geraram emprego no Estado de São Paulo, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O bom resultado, mesmo em época de pandemia, deve-se em maior parte às contratações – ainda que dentro de aspectos sazonais – feitas por empresas do setor agro do município. Mas outro ponto a se comemorar também diz respeito aos profissionais matonenses do agro que ganham destaque fora de Matão, assumindo funções de gerência em empresas e grupos internacionais ou em iniciativas particulares. Neste quesito, A Comarca destaca as atuações de Marcos Monazzi Junior no grupo francês Tereos, de Fulvio Alexandre Zara na Cofco International e de Edison Baldan Junior em sua empresa, a Baldan Connected.
Marcos Monazzi Junior é filho de Marcos Monazzi e Fátima Regina Artimonte Monazzi. Irmão de Marina, é matonense ‘de berço’, nascido em Araraquara no dia 2 de setembro de 1978. Divorciado, tem duas filhas: Luiza Martins Monazzi e Giovana Martins Monazzi. Formou-se em Engenharia Agronômica na Universidade Estadual de Londrina (2003) e tem Especialização em Gestão Agro Industrial pela Universidade Federal de Lavras (2009). Iniciou sua jornada no setor sucroenergético em 2004 no Grupo Moema, que anos depois foi adquirido pelo grupo francês Tereos, onde está até hoje. “Comecei como engenheiro agrônomo. Em 2008, fui promovido a gerente agrícola. Em 2018, uma nova promoção: passei a exercer o cargo de gerente executivo de Produção Agrícola (Cluster 1)”, cita Marcos.
Apaixonado pelo agro desde criança, ele sempre gostou de ir ao sítio com seus pais e participar do dia a dia rural. “O agro é um setor muito dinâmico e tem uma importância muito grande para a economia do Brasil, com uma participação de 25% do PIB. O agro brasileiro tem uma relevância enorme para a segurança alimentar mundial e fazer parte de um dos elos desta cadeia é gratificante”, resenha. Profissionalismo, protagonismo, seriedade e dedicação conduziram Marcos ao cargo que exerce atualmente. Sobre a empresa, comenta que “a Tereos é uma das líderes globais nos mercados de açúcar, álcool/etanol e amidos. O Grupo Cooperativo Tereos reúne 12 mil agricultores e possui expertise reconhecida no processamento de beterraba, cana-de-açúcar, cereais e batata”, informa.
“Com 48 unidades industriais, operações em 18 países e o compromisso de 22.300 colaboradores, a Tereos atende aos clientes em seus mercados locais com ampla oferta de produtos. No Brasil, além do setor sucroenergético, a Tereos também está no setor de amidos com a fabricação de produtos derivados de milho e mandioca”, apresenta Marcos. Segundo ele, as perspectivas do setor sucroenergético são positivas, já que a demanda por etanol – combustível limpo – aumentará pela necessidade de se diminuir as emissões de gás carbônico. “Devemos sempre estar preparados e abertos para os desafios. A Tereos e o setor agro têm a característica forte de inovação e os cenários estão em constante movimento. Procuro acompanhar esta evolução e me preparar para assumir novas responsabilidades neste mercado dinâmico”, sintetiza.
Para Marcos é fundamental manter o nível de entrega dos resultados e, ao mesmo tempo, desenvolver as equipes de trabalho. “Devemos dedicar parte importante do tempo para o desenvolvimento das pessoas. Estarmos atentos às mudanças de rota nesse contexto tão dinâmico também é um desafio e devemos aproveitar o melhor de cada oportunidade. Um exemplo é a produtividade agrícola, sendo uma alavanca competitiva para o nosso negócio”, pontua. Como profissional, Marcos deseja “estar em constante evolução, trabalhando com o que gosto, alinhado aos meus valores e feliz! Todas as vezes que as pessoas entendem que o propósito são elas, os resultados começam a aparecer”.
Sobre sua contribuição à empresa, ele frisa que pretende “manter e se possível aumentar a dedicação, evoluir constantemente, contribuir ainda mais com as alavancas de melhoria para o aumento da produtividade agrícola, trazendo novas tecnologias para o nosso negócio”. Marcos completa: “vivemos um momento muito delicado, em que o agronegócio tem se mostrado mais uma vez protagonista da nossa economia. Tenho orgulho de fazer parte de um setor tão promissor!”.
Fulvio Alexandre Zara é filho caçula do saudoso Adail Sergio Zara e de Sonia Viscardi Zara. Seus irmãos são Ana Flavia e Fabio Augusto. Matonense ‘de berço’, nasceu em Araraquara no dia 16 de outubro de 1982. É casado com Monique Ciofi Zara, pais de Laura e Miguel. Em 2005, Fulvio formou-se em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar - Campus Araras). Concluiu em 2010 a Pós-Graduação em Gestão da Produção Agrícola no Setor de Bionergia (Udop/Faap - Araçatuba).
Trabalhou na Cutrale como engenheiro agrônomo, em uma das fazendas do grupo situada em Rincão, de 2005 a 2006. Foi coordenador de produção agrícola no Grupo Zilor, unidade de Quatá, de 2006 a 2013. Está desde 2013 na Cofco INTL, onde exerceu a função de coordenador de produção agrícola e desde 2019 atua como gerente agrícola. INTL é abreviatura de International; portanto, lê-se Cofco International, sendo que a empresa usa a grafia Cofco INTL. Sobre a agricultura, Fulvio considera que “é uma paixão desde criança. Passam-se os dias e me apaixono cada vez mais pela missão de alimentar o mundo através do aumento de produtividade e geração de alimento”. Ele considera que para atingir uma função de gerência são necessários conhecimento técnico, dedicação, disciplina, foco, comprometimento e amor ao trabalho.
Fulvio tem como sede de trabalho a unidade da Cofco em Potirendaba. A Cofco é uma empresa que fornece, armazena, processa, transporta e comercializa grãos, sementes oleaginosas, açúcar, café e algodão. No segmento sucroenergético, possui quatro usinas no Estado de São Paulo com capacidade para moer 17 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, operando tradicionalmente na produção de açúcar, etanol e geração de energia através da utilização do bagaço da cana. A empresa busca criar um novo modelo ao setor sucroalcooleiro, desde o plantio da cana-de-açúcar, usando alta tecnologia até o corte mecanizado, minimizando custos logísticos e maximizando a rentabilidade do projeto.
A Cofco está focada em ser líder nas cadeias globais de fornecimento de grãos, oleaginosas, açúcar e café. “A empresa vive situação estável, com grande preocupação ao cenário econômico do Brasil e do mundo, mas com perspectiva de crescimento e investimento em larga escala no Brasil. A companhia acelera seu crescimento para criar uma cadeia de suprimentos agrícolas de excelência, ancorada na China e competitiva em escala global”, resume Fulvio. “Objetivo continuar minha evolução profissional na empresa, contribuindo com o conhecimento agronômico e a gestão de pessoas para o crescimento da companhia. É preciso se manter focado, motivado e dedicado ao trabalho, gerindo processos e pessoas de forma eficiente e eficaz. Profissionalmente, desejo uma agricultura cada vez mais tecnificada, moderna e sustentável, com aumento de produtividade em larga escala para alimentar o mundo”, cita.
Fulvio salienta que sua principal colaboração à Cofco “é garantir que todos os processos agrícolas sejam realizados de maneira responsável e sustentável, garantindo alta produtividade e qualidade no fornecimento de matéria prima para a indústria de processamento, assim como também garantir a integridade, inclusão, inovação e sustentabilidade de toda a cadeia produtiva”.
Edison Baldan Junior nasceu em Matão, no dia 15 de maio de 1976. Filho do saudoso Edison Baldan e de Dalva Peracini Baldan, é o terceiro dos quatro filhos. Seus irmãos são Adolfo Baldan Neto, Haroldo e Denise. Formou-se em Engenharia Agronômica na Faculdade ‘Manuel Carlos Gonçalves’ (Unipinhal - Espírito Santo do Pinhal) em 2000. É mestre em Agronomia pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias ‘Júlio de Mesquita’ (Unesp-Jaboticabal). Iniciou sua carreira em 2000 como ‘trainée’ na antiga Usina Santa Luiza (Motuca), onde também foi supervisor de Tratos Culturais. Em 2007, foi ser supervisor de Tratos Culturais na Usina Mundial (Grupo Cosan) e, de 2008 a 2016, atuou como suporte técnico na Usina São Martinho. Há quatro anos, em 2016, idealizou e estruturou sua empresa, a Baldan Connected.
Sua empresa atua no agronegócio com foco em tecnologia e manejo de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar, tendo como foco principal conectar pessoas, produtos e equipamentos, criando soluções que fazem a diferença no dia a dia dos clientes e parceiros. “É uma empresa pequena que vem crescendo; há excelentes perspectivas. Sou especialista no manejo de plantas daninhas. Consegui transformar a Baldan Connected em uma empresa de soluções, agregando pesquisa, desenvolvimento, assessoria agronômica, tecnologias aeroespaciais (mapeamento e pulverizações especificas com drones)”, relata Edison.
“A meta da Baldan Connected não é ser a maior do ramo em que atua, mas a melhor. Para isso é preciso criar produtos e soluções que fazem a diferença no negócio dos clientes”, resume Edison, afirmando que seu contato com a agricultura começou quando era criança. “É uma longa história! Meus pais me criaram, mas também cresci entre meus avós Ida de Carvalho Baldan e Adolfo Baldan. Foi meu avô quem me inspirou a entrar neste ramo, assim como meu saudoso pai. Absorvi parte do empreendedorismo do meu avô, pessoa chave na história do agronegócio matonense. As ideias dele incentivaram muitos negócios de outros empresários do ramo de implementos agrícolas. Outros fatores relevantes na minha formação foi a paixão que meu pai teve pela empresa que foi sócio (Baldan Implementos Agrícolas) e os contatos com grandes profissionais da área, como Luís Aberto Henriques e Mario Ortiz Gandini”, ressalta.
“Amo o que faço e me dedico muito! Estes são os combustíveis essenciais para se tornar profissional de relevância”, frisa Edison, que atua criando soluções inteligentes para a agricultura. “Trata-se de uma profissão muito nobre e importante. A agricultura gera alimentos e energia para a população mundial, que cresce sem parar. Teremos muitos desafios pela frente para alimentar o mundo. Desta forma, toda empresa e toda pessoa que está inserida no agronegócio tem grande importância para a economia do Brasil e do mundo, pois nosso país é um dos maiores fornecedores globais de alimentos”, contextualiza Edison.
“O Brasil e os Estados Unidos são responsáveis por garantir a segurança alimentar mundial. Daí a nossa responsabilidade com o país e com o mundo. Neste momento de pandemia, todas as pessoas ligadas à agricultura continuaram a garantir alimentos e energia. O agro continua sendo o melhor caminho para o Brasil, pois através dele geramos riquezas, investimos em infraestrutura, geramos empregos e damos abertura para outros segmentos crescerem, promovendo desenvolvimento social e econômico, além de contribuirmos para um país mais próspero”, encerra Edison.
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