Sincomércio-Matão atua para evitar filas nos bancos
Entidade enviou ofício ao Ministério Público, solicitando providências
Do acervo · publicada originalmente em 15 de agosto de 2020
Fonte: Rogério Bordignon
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020Na terça-feira (11), o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio-Matão) enviou um ofício para o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), buscando a atuação da promotora Fernanda Hamada Segatto. A entidade solicita ao MP, providências quanto ao atendimento dispensado pelas instituições financeiras (agências bancárias) em nossa cidade.
“Citamos como exemplos os atendimentos do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Santander, Mercantil do Brasil e demais instituições financeiras que possuem agências em Matão”, cita Antonio Geraldo Giannini (Toninho), presidente do Sincomércio-Matão, lembrando que “o Poder Legislativo de nossa cidade criou leis e estabeleceu diretrizes quanto ao atendimento dos clientes destes bancos no âmbito municipal”.
“Não é admissível a qualquer cidadão permanecer em filas por horas para ser atendido. Em todas as agências bancárias da cidade há filas que dobram o quarteirão, provocando aglomeração de pessoas que ficam expostas ao desgaste físico, ao sol intenso e a outros tipos de danos, como, por exemplo, ao coronavírus responsável pela covid-19”, reclama Toninho.
“Os bancos, por sua natureza financeira – e cientes das irregularidades –, deveriam providenciar mais atendentes nos caixas, disponibilizando inclusive atendimento preferencial a idosos e gestantes. Basta constatar nas longas filas que tal providência não existe. Caso haja problemas técnicos com caixas eletrônicos, estes deveriam ser resolvidos ou, então, outras providências tomadas”, reivindica o presidente do Sincomércio-Matão.
Segundo Toninho, uma pesquisa concluiu que todas as agências bancárias de Matão têm espaço para ampliar em até o dobro de caixas eletrônicos para que o atendimento seja mais rápido e eficaz. “Também ouvimos reclamações de clientes de bancos onde sempre falta o numerário para fazer o saque. Faltam respeito e consideração aos clientes”, considera Toninho.
“Paga-se muito caro para se usar uma instituição financeira – um banco – há tempos. E ainda se cria uma instabilidade, expondo clientes aos riscos de permanecerem em filas interna e externa de agências bancárias por quase duas horas. Um absurdo!”, exclama Toninho, indignado, justificando o encaminhamento do ofício para a promotora Fernanda.
“Solicitamos à promotora a tomada de providências em defesa da ordem, do cumprimento de leis, enfim, em respeito aos direitos das pessoas para que essas empresas possam realmente dar atenção e disponibilizar mais caixas nas agências, mesmo porque as medidas tomadas pelo Poder Legislativo – até mesmo penalizando agências com multa no atraso do atendimento – não estão sendo suficientes para que seja prestado melhor atendimento à população”, frisa Toninho.
A Comarca abre espaço para eventuais esclarecimentos por parte de agências bancárias.
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