Renata Canova Escola de Ballet adapta aulas ao formato virtual
Proposta atende alunos após a suspensão do ensino presencial devido à pandemia do coronavírus
Do acervo · publicada originalmente em 6 de agosto de 2020
Fonte: Mariluci Schiavetto
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020Desde março, alunos e professores da área de dança também tiveram que se adaptar à nova realidade. As aulas da Escola de Ballet Renata Canova foram adaptadas para o formato online; a equipe foi treinada e o conteúdo educacional, revisado. A escola investiu em equipamentos para que som e imagem chegassem da melhor forma possível aos alunos, para que o ensino fosse feito de forma clara e com qualidade.
A professora Renata Canova explica que em casa não há o mesmo espaço físico nem o piso adequado para a prevenção de lesões e o alívio de impactos como se tem no estúdio, portanto, os exercícios foram pensados e criados levando em consideração essas limitações. “Nos preocupamos, por exemplo, em evitar a execução de saltos e giros”, diz. O foco está nos detalhes do ballet clássico, como desenhos de braços e mãos, alinhamento, postura, tônus muscular e consciência corporal. “Hoje, nossos alunos estão mais flexíveis e fortalecidos”, afirma a professora.
O contato online também possibilitou parcerias importantes, permitindo networking e novos olhares sobre a dança. A primeira delas aconteceu com uma escola de Belém do Pará; os alunos de Matão tiveram a oportunidade de aulas com professores daquele local, além de conhecerem novas pessoas durante o intercâmbio. A segunda parceria foi firmada com o Studio TS Mais Dança, do Rio de Janeiro, onde o diretor artístico é o renomado bailarino internacional Thiago Soares, com quem os alunos tiveram a oportunidade de fazer aula e conversar sobre o mundo da dança como profissão.
A mais recente parceria é com o método Ballet Fitness de Betina Dantas, que foi criado para quem sempre teve o sonho de dançar ballet e ter contato com a metodologia, mas sem pretensão de subir aos palcos, obtendo um corpo torneado e flexível como o dos bailarinos. “Diante desse momento desafiador, apesar da ansiedade e incertezas, manter as atividades nos uniu – mesmo estando longe fisicamente – e nos ajudou a ter foco e esperança. Desistir diante de um obstáculo não faz parte do cotidiano de um bailarino, e dançarinos do mundo todo continuaram se expressando como forma de manter corpos e mentes saudáveis e a arte viva”, relata Renata.
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