Juros baixos motivam o mercado imobiliário
Financiamentos para compra e construção somaram R$ 7,13 bilhões
Do acervo · publicada originalmente em 20 de agosto de 2020
Fonte: Mariluci Schiavetto / Com informações da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020Baixas taxas de juros e atrativas propostas de financiamento em muitas prestações movimentam o mercado imobiliário, que perspectiva um balanço positivo para 2020 – mesmo com a crise causada pelo novo coronavírus. Natalia Sartori Moutin, corretora de imóveis da Josan Empreendimentos, ressalta que a expectativa positiva vale para todos os segmentos.
“Seja por parte da população de alta ou baixa renda, há um interesse muito grande em investir em imóvel. Dadas as boas condições do mercado imobiliário, este é o momento certo”, aposta a corretora. Natália destaca que o mercado está aquecido desde abril e que a procura por terrenos aumentou na cidade. “As vendas aumentaram 70% ao mês”, informa.
Além dos incentivos, o próprio contexto do distanciamento social contribui para o aquecimento no mercado imobiliário; pois passando mais tempo em casa, as pessoas passaram a observar mais os seus espaços e a buscar melhorias em infraestrutura e bem-estar. “O setor da construção civil também está aquecido, pois construtores relatam que a procura por casas prontas aumentou”, afirma Natália.
CRÉDITO
Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que, em maio, os financiamentos para a compra e a construção de imóveis somaram R$ 7,13 bilhões no país – crescimento de 6,5% na comparação com abril e de 8,2% frente a maio de 2019.
De janeiro a maio deste ano, os empréstimos totalizaram R$ 34,08 bilhões, expansão de 23,2% em comparação com esses mesmos meses do último período. Já no acumulado de 12 meses (junho de 2019 a maio de 2020), o crédito alcançou R$ 85,13 bilhões, com alta de 30,5% em relação ao apurado nos 12 meses anteriores. Os números consideram apenas os empréstimos com recursos originados nas cadernetas. Não entram aí, por exemplo, os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) que abastecem o ‘Minha Casa Minha Vida’.
A Abecip destacou que o volume financiado em maio, segundo mês completo sob isolamento social, foi praticamente igual ao de janeiro. Segundo a associação, isso indica que houve, até o momento, impacto reduzido da crise do novo coronavírus sobre o crédito imobiliário. O mercado está otimista, mas há o receio de que a situação piore se o desemprego continuar crescendo e a economia não apresentar sinais de melhora nos próximos meses. Com isso, a tendência é de que os preços permaneçam estáveis.
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