Funcionários dos Correios se mobilizam em greve
Paralisação nacional teve início no último dia 18
Do acervo · publicada originalmente em 20 de agosto de 2020
Fonte: Ana Luiza Otrente Batista (Estagiária)
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020A greve nacional por parte dos trabalhadores dos Correios foi deliberada no último dia 18 de agosto. Em Matão, a unidade da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, principalmente o Centro de Distribuição Domiciliar (CDD), também aderiu à paralisação, suspendendo as atividades e entregas por tempo indeterminado.
Segundo informações publicadas pela ‘Folha de S.Paulo’, “a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) acusa a empresa de retirar direitos dos funcionários e de negligência em relação ao novo coronavírus, além de ser contrária à privatização da empresa”.
Devido à pandemia, o comércio on-line ganhou ainda mais demanda, fazendo crescer o número de transportes e entregas. A empresa dos Correios, que atende de norte a sul do país, tem atuado para assegurar a qualidade de seus serviços; porém, é necessário que a segurança seja garantida pela estatal aos seus funcionários.
De acordo com a matéria publicada pela ‘Folha de S.Paulo’, a Fentect alega que “os Correios excluíram 70 cláusulas trabalhistas previstas no documento do acordo coletivo que expirou em 1º de agosto, como licença-maternidade de 180 dias, pagamento de adicional noturno, auxílio-creche e indenização por morte”.
A empresa respondeu à ‘Folha de S.Paulo’, por meio de sua assessoria de imprensa, que “nega que tenha retirado direitos dos trabalhadores. Apenas foram adequados os benefícios que extrapolavam a CLT e outras legislações, de modo a alinhar a estatal ao que é praticado no mercado”.
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