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Cultura e Variedades

Felipe Calabrez - Meu Amigo Jack, para ler e ouvir

Primeiro livro de Felipe Calabrez inova ao sugerir uma música para ser ouvida a cada capítulo a ser lido

Do acervo · publicada originalmente em 6 de agosto de 2020

Fonte: Rogério Bordignon

· Leitura de 7 min

Foto: Acervo A Comarca

Felipe Calabrez - Meu Amigo Jack, para ler e ouvirAcervo · 2020
Felipe Calabrez - Meu Amigo Jack, para ler e ouvir

Antonio Felipe Calabrez escreveu seu primeiro livro. ‘Meu Amigo Jack’ concentra em suas 356 páginas uma miscelânea de ficção, suspense, drama e espiritualidade. Há uma proposta inovadora: para cada capítulo a ser lido é sugerida uma música, já que está disposta uma ‘playlist’ oficial no Spotify, Deezer e Youtube. Sobre a obra, A Comarca entrevistou Felipe.

O que te despertou para fazer este livro?

A vontade de deixar um legado, não somente como um livro, mas inovar neste meio – acho que consegui! – e poder dissertar sobre temas que ainda hoje são tabus em nossa sociedade, de forma camuflada, em uma instigante narrativa.

Por que escrever um livro?

Sou da opinião que todos deveriam escrever um livro, seja uma história, um conto, um poema ou algo didático, técnico, qualquer coisa. Livros são eternos! A partir do momento que são publicados, eles ficam por aqui; a gente, não. Com a internet, redes sociais e agora e-books (livros digitais), tornou-se muito mais fácil difundir o seu trabalho, seus pensamentos. A questão não é nem o quanto você pode ganhar vendendo livros, porque em um país onde não existe incentivo à leitura, para quem pensa em lançar algum livro, o interesse financeiro é a última coisa que se deve ponderar. Posso afirmar com propriedade que não existe melhor sensação do que amigos e conhecidos entrando em contato pelo Facebook ou Whatsapp, seja elogiando, criticando ou simplesmente discutindo os pontos de vista acerca da história do livro. Não existe nada mais satisfatório; eu, pelo menos, gosto.

Como está disposto o livro ‘Meu Amigo Jack’?

Em várias camadas com uma narrativa onírica, sendo que, em dado momento, o leitor não saberá se o que imagina com a leitura se trata de sonhos – daqueles de objetivo de vida, temperados em carnaval de prazeres e um leve aroma de infância – ou pesadelos – daqueles que você evita, assim como o diabo fugindo da cruz –, que te levarão para lugares onde a escuridão e o frio trarão à tona aquilo que você faz questão de esquecer.

No que você inovou?

A inovação está na música, uma vez que por mais que ‘Meu Amigo Jack’ fosse uma péssima história – o que não é – tornou-se pioneiro em algo tão relevante e que diariamente as pessoas fazem sem perceber: ouvir música enquanto leem algo. O livro possui ‘playlist’ oficial no Spotify, Deezer e Youtube, ou seja, para cada capítulo é sugerida a audição de uma música enquanto a leitura é realizada. A diferença é brutal, pois a imersão na história torna-se ainda mais visceral. Os livros e o rádio são meios de cultura que há tempos tentam ser destruídos; contudo, se reinventam e cá estão, cada vez mais difundidos.

Resuma a história.

‘Meu Amigo Jack’ conta a história de Fred, um médico recém-formado com mediunidade latente e que, por intermédio de concurso público, é transferido para uma cidade do interior, considerada por qualquer pessoa em sã consciência como um Paraíso na Terra. Ao chegar em Amepuru, Fred se depara com um caso até então sem solução: uma síndrome agressiva que rapidamente consome a vida de um jovem chamado Martín. Com a realização de um tratamento alternativo, vários percalços que uma sociedade provinciana cria precisam ser superados e, com o decorrer do tempo, uma amizade verdadeira é construída, ultrapassando as barreiras do profissionalismo. Em paralelo, uma série de eventos macabros ocorrem, distorcendo o ponto de vista de todos e transformando aquele que era para ser um Paraíso na Terra, em um verdadeiro Inferno Astral.

O que mais te aproxima do teu livro?

Tudo. Afinal não existe história melhor narrada do que aquelas que vivenciamos ou presenciamos. Contudo, os estopins que me levaram a iniciar uma longa jornada com mais de quatro anos de trabalho foram o amor pela música e a inquietante vontade de aprender tudo o que for possível sobre tratamentos alternativos para lutar contra ou pelo menos amenizar o sofrimento causado por doenças cruéis que assolam a humanidade, sem se esquecer de que qualquer tratamento tradicional recomendado pela classe médica jamais deve ser parado – concluindo que o ideal é a conciliação entre o tradicional e o alternativo.

Por quem foi feita a capa do livro, a diagramação e onde foi impresso?

A capa foi feita por Douglas Nogueira; a diagramação por Cássio Carrara. Registros e Impressões, na Editora Garcia.

Você perdeu sua mãe, Fátima, no último dia 5 de julho e seu primeiro filho, Martín, nasceu no último dia 10 de maio. O quanto há deles no livro?

A resposta está no inverso desta pergunta: o quanto do livro há neles. Há quatro anos eu comecei a escrevê-lo justamente pelo final. Desde sempre eu soube qual seria a reta final desta história, mas jamais imaginei – no mais otimista dos sonhos – que eu seria pai de um menino lindo próximo do lançamento, quiçá, imaginado o falecimento de minha mãe, fato ainda mais recente. Conforme o livro foi tomando forma, muitos dos temas discutidos serviram como uma espécie de presságio do que estava por vir. Tanto que muito do que pesquisei a fundo e que está contido na história, não pude executar, em respeito a algumas crenças enraizadas.

Quais os pontos que você gostaria que os leitores absorvessem mais?

No prefácio, tento fazer um alerta sobre os perigos que o ponto de vista da massa – seja ele persuadido ou não – em determinados temas podem alternar, para o bem ou para o mal, o rumo de um planeta inteiro. Essa talvez seja a mensagem central. Esse pensamento pode ser atribuído para questões complexas como política, religião, dinheiro, entre outras, que de gerações em gerações são motivos para guerras desenfreadas. Siga ideias, não crenças. Com o tempo, as ideias mudam; as crenças, não.

O livro está disponível por meio eletrônico. Quando será lançada a versão impressa?

Sim, por meio eletrônico o livro está disponível no site da Amazon, pesquisando por ‘Meu Amigo Jack’, ou pelo link: https://www.amazon.com.br/dp/B08C74D12F), custando R$ 5,99. Em relação a versão impressa, gostaria de ter feito algum evento para lançamento; no entanto, a pandemia impossibilitou e, somando o atraso na entrega por parte da editora, lastimo muito que minha mãe infelizmente não pôde ler sequer uma página antes de falecer. Atualmente estou com os impressos, no valor de R$ 35,00 – menos de R$ 0,01 por página – e as pessoas podem entrar em contato comigo pelo e-mail: af.calabrez@gmail.com.

Você também faz comentários sobre cinema. Onde estão disponíveis?

Sempre quis escrever um livro, mas para quem por muito pouco não ingressou em faculdades por causa de redação, seria uma heresia da minha parte. Em meados de 2012, desenvolvi o blog ‘Rezenhando’ – isso mesmo, com a letra ‘z’ – com o intuito de que meus pensamentos chegassem longe, movido por uma depressão que passei a conviver desde então. E o nome ‘Rezenhando’ é justamente porque nele ‘rezenho’ sobre diversos temas, assuntos de A a Z, em sua maioria sobre filmes, séries e livros que assisti ou li neste tempo, além de ‘rezenhas’ sobre o campismo, dicas de informática e análise de alguns produtos curiosos que adquiri com o tempo. Há ‘Rezenhando’ no Youtube: https://www.youtube.com/c/rezenhando; no WordPress: https://rezenhando.wordpress.com; no Twitter: https://twitter.com/Birovisky; no Instagram: https://instagram.com/Birovisky e no Facebook: https://www.facebook.com/Birovisky

Quais são os links para se ouvir as músicas enquanto se lê os capítulos de ‘Meu Amigo Jack’?

A playlist está disponível no Spotify: https://open.spotify.com/playlist/7qYp9UuVoqbzWbvB62NE6Z; no Deezer: https://www.deezer.com/playlist/4841237668?utm_source=deezer&utm_content=playlist-4841237668&utm_term=2299974968_1577672829&utm_medium=we; e no Youtube: https://www.youtube.com/playlist?list=PLv7MsqaLJVfH0E4WNGc5X6kq4Xloacmf6

PERFIL

Quem é Antonio Felipe Calabrez?

“Nasci em Matão, no dia 28 de novembro de 1990. Sou filho de João Aparecido Calabrez e da saudosa Aparecida de Fátima Lopes Barboza Calabrez. Tenho um irmão, João Paulo. Sou casado com Jéssica Fernandes da Costa Calabrez e somos pais de Martín Antonio da Costa Calabrez, que tem três meses de idade. Sou formado em Processamento de Dados e Logística, respectivamente pelas faculdades Fatec-Taquaritinga (em 2013) e Anhanguera (em 2015). Já fui mecânico de usinagem por pouco tempo na Mauser do Brasil e na Baldan; por mais de dez anos exerci a função de técnico em informática na Baldan, Process e Bussola Ferramentas Agrícolas. Sou funcionário público na Prefeitura de Matão, sendo que por três anos integrei a Tecnologia da Informação (TI) e há dois anos fui promovido para a área de Contabilidade”.

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