Setores vendem mais durante a quarentena
Com a mudança de hábitos de consumo, determinados segmentos estão com o mercado aquecido
Do acervo · publicada originalmente em 25 de julho de 2020
Fonte: Mariluci Schiavetto
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020A quarentena e o isolamento social impostos no combate à pandemia da covid-19 ajudam, segundo especialistas em saúde, a preservar muitas vidas, mas por outro lado também atingem em cheio a economia de modo geral. O setor do comércio, por exemplo, foi um dos mais abalados. Mesmo diante deste cenário desfavorável a muitos setores, um número relevante de lojistas permanece ativo no comércio local e se prepara para a retomada da economia.
Adriana Favaro de Freitas, proprietária da Nana Móveis e Decorações, registra um aumento nas vendas. A justificativa é o fato de as pessoas estarem mais tempo em casa. “É difícil encontrar alguém não mudou pelo menos um item da decoração ou da configuração da casa durante esses meses de isolamento social. O consumidor está investindo no conforto do lar depois que percebeu que a quarentena se estenderia”, comenta Adriana.
O segmento de materiais para construção também apresentou aumento nas vendas. O ‘faça você mesmo’, para reformas ou uma simples mudança como pintura nas paredes, tem impulsionado as vendas de diversos produtos. “A partir de junho, a procura por cerâmicas, louças e metais aumentou consideravelmente”, confirma Adriano de Moura, proprietário da Revestilar Acabamentos.
“As vendas na loja física caíram pela metade, porém, a procura por produtos de forma online e a entrega por delivery apresentaram crescimento”, diz Jean Marcondes Moraes, proprietário da Oficina da Moda, que trabalha com vendas no atacado e no varejo. “As lojas precisarão adotar novas medidas para conseguir faturar na retomada do comércio, pois os consumidores estarão mais propensos a evitar aglomerações”, analisa.
As vendas no atacado também aumentaram, informa o empresário. “Os lojistas do interior estão evitando se deslocar para as compras em grandes centros de comércio popular devido às medidas de isolamento social e às normas sanitárias, dando preferência aos produtos fabricados em confecções locais e de cidades mais próximas”, avalia Jean.
PLANO DE AÇÃO
Para auxiliar e amparar os empresários do comércio local, a Associação Comercial Empresarial (ACE-Matão) formulou um plano de ação para que o setor possa continuar suas atividades sem comprometer o faturamento, além de desenvolver um aplicativo contendo um ‘Guia Comercial’ que permite às empresas divulgar suas informações de contato.
“Estamos passando por um momento singular, e o melhor caminho é entender que agora vivemos uma nova realidade e devemos nos adaptar a este cenário, compreendendo que o perfil do consumidor se modificou, tornando meios antes vistos como alternativos, agora como essenciais para a sobrevivência e expansão dos negócios”, resume Jovani Pureza, presidente da ACE-Matão.
MATÃO AVANÇA PARA A FASE AMARELA DO PLANO SÃO PAULO
Até sexta-feira (24), Matão estava classificada no Plano São Paulo de flexibilização da economia, na Fase 2 – Laranja, com abertura controlada, em que são permitidas as atividades imobiliárias, de concessionárias de veículos e comércio, todas com restrições e capacidade limitada a 20%. Após ser reclassificada pelo governo paulista, avançou para a Fase 3 - Amarela. Nesta nova fase, Matão passa a ter menos restrições, comércio e serviços como bares e restaurantes podem funcionar por seis horas. A medida passa a valer a partir de segunda-feira (27).
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