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Negócios

Falta de confiança atinge os 29 setores da indústria

Índice mede a expectativa em relação à economia brasileira e aos próprios negócios

Do acervo · publicada originalmente em 3 de junho de 2020

Fonte: Da Redação

Foto: Acervo A Comarca

Falta de confiança atinge os 29 setores da indústriaAcervo · 2020
Falta de confiança atinge os 29 setores da indústria

A falta de confiança do empresário industrial para investir, contratar e produzir no mês de maio foi generalizada e afetou toda a indústria, independentemente do setor, da região ou do tamanho. Esse é o resultado apresentado na publicação do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada na quinta-feira (28). O índice mede a expectativa em relação à economia brasileira, aos próprios negócios e às condições atuais e reflete, ainda, o agravamento da crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus.

O cenário apontado pelos índices de confiança preocupa. Nenhum dos 29 setores considerados está sequer próximo do nível de confiança registrado há um ano. E todos estão abaixo dos 50 pontos, o que mostra falta de confiança. O indicador varia de 0 a 100 pontos, sendo que a linha de corte é 50. Qualquer dado abaixo dele é negativo. Em maio, o ICEI de 14 setores caiu em relação a abril de 2020.

Dentre eles, as principais quedas foram nos setores de couro, manutenção de máquinas e equipamentos, químicos, calçados e materiais elétricos. A confiança do setor de calçados, por exemplo, passou para 26,6 pontos, uma queda de quase três pontos em relação ao mês anterior; o de confecções ficou em 28,8 pontos; da impressão e reprodução caiu para 29,2; e de veículos automotores ficou em 29,6.

“Tivemos melhora na confiança em 15 setores, mas nada que pudesse reverter o cenário de pessimismo iniciado durante a pandemia. A melhora aparenta ser apenas um ajuste à forte queda registrada em março”, explica o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. Um exemplo é o ICEI do setor de móveis, que passou de 26 para 30,6 pontos. Mesmo assim, ficou bem abaixo da linha divisória dos 50 pontos.

AssuntosIndústria
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