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Plano São Paulo visa retomada da economia

Governo do Estado autoriza prefeitos a conduzir e fiscalizar a flexibilização de setores segundo os cenários locais

Do acervo · publicada originalmente em 27 de maio de 2020

Fonte: assessoria de comunicação do governo do estado

· Leitura de 4 min

Foto: Acervo A Comarca

Plano São Paulo visa retomada da economiaAcervo · 2020
Plano São Paulo visa retomada da economia

Nesta quarta-feira (27), o governador João Doria apresentou o Plano São Paulo para reabertura de setores da economia após a quarentena de enfrentamento ao coronavírus. A partir da segunda-feira (1º), índices de ocupação hospitalar e de evolução de casos em 17 regiões do Estado definirão cinco níveis restritivos de retomada da produção, segundo critérios médicos e epidemiológicos para que o sistema de saúde continue em bom funcionamento.

“Até este domingo (31), a quarentena em São Paulo salvará 65 mil vidas. Abrimos sete hospitais de campanha, aumentamos em 60% o número de leitos em hospitais públicos, temos 600 novos respiradores em operação”, cita Doria. “A fase denominada retomada consciente seguirá orientação da ciência, com dados técnicos para permitir a gradual e segura retomada”, acrescenta o governador, que autoriza prefeitos a conduzir e fiscalizar a flexibilização de setores segundo as características dos cenários locais.

A evolução da retomada dependerá da capacidade hospitalar e do número de casos da Covid-19. O Plano São Paulo foi elaborado por autoridades estaduais em sintonia com especialistas do Centro de Contingência do Coronavírus e do Comitê Econômico Extraordinário, que atuam voluntariamente em apoio ao Estado. Os eixos principais das cinco fases de reabertura também foram discutidos com prefeitos e representantes de diversas associações comerciais e empresariais.

AS FASES E NÍVEIS

As cinco fases do Plano São Paulo vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O objetivo da classificação é assegurar atendimento de saúde à população e garantir a disseminação do coronavírus em níveis seguros para modular as ações de isolamento.

A escala será aplicada em 17 regiões do território paulista de acordo com a abrangência dos Departamentos Regionais de Saúde (DRSs), que são subordinados à Secretaria de Estado da Saúde. São os DRSs que determinam a capacidade de atendimento, as transferências de pacientes e o remanejamento de vagas de enfermaria e UTIs nos municípios.

As fases são determinadas pelo acompanhamento semanal da média da taxa de ocupação de leitos de UTIs exclusivas para pacientes contaminados pelo coronavírus e o número de novas internações no mesmo período. Uma região apenas poderá passar para uma classificação de menor restrição (reclassificação) após a análise do período de 14 dias. Já a reclassificação para uma faixa de maior restrição poderá ocorrer a qualquer tempo desde que os dados científicos indiquem como necessidade.

Em todos os 645 municípios paulistas, a indústria e a construção civil seguem com funcionamento normal. A interdição total de espaços públicos, teatros, cinemas e eventos que geram aglomerações – festas, shows, campeonatos – permanece por tempo indeterminado. A retomada de aulas presenciais no setor da educação e o retorno da capacidade total das frotas de transporte seguem sem previsão.

Nenhuma das 17 regiões está classificada na zona azul, que prevê a liberação de todas as atividades econômicas segundo os protocolos sanitários definidos no Plano São Paulo (www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/planosp). A zona verde, segunda mais ampla na escala, também não foi alcançada até o momento e permanece como meta de curto prazo para cada região.

Com exceção da Capital, todos os municípios da Grande São Paulo e também da Baixada Santista e Registro permanecem na fase vermelha e não terão nenhum tipo de mudança na quarentena em vigor desde o dia 24 de março. Nas três regiões, o sistema de saúde está pressionado por altas taxas de ocupação em UTIs e avanço de casos confirmados de pacientes com coronavírus.

Nas demais fases haverá flexibilização parcial em diferentes escalas de capacidade e horário de atendimento. A etapa laranja, que abrange a Capital e outras dez regiões no Interior e Litoral Norte, prevê retomada com restrições a comércio de rua, shoppings, escritórios, concessionárias e atividades imobiliárias. Os demais serviços não essenciais continuam fechados.

Na fase amarela haverá reabertura total de serviços imobiliários, escritórios e concessionárias, segundo protocolos sanitários. Comércio de rua, shoppings e salões de beleza, além de bares, restaurantes e similares poderão funcionar com restrições de horário e fluxo de clientes.

As regiões que chegarem à fase verde poderão atenuar as restrições ao funcionamento de todos os setores da fase amarela. Na fase verde, academias de ginástica e centros de prática esportiva também voltarão a receber frequentadores, desde que respeitados os limites de redução de atendimento e as regras sanitárias definidas para o setor.

ISOLAMENTO

O distanciamento social ainda é a principal recomendação para conter a disseminação do coronavírus. Mesmo com a reabertura da economia em São Paulo, há exigência do isolamento social das pessoas de grupos de risco, como maiores de 55 anos, portadores de doenças cardíacas e/ou crônicas e pacientes imunodeprimidos ou em tratamento oncológico.

De acordo com Dimas Covas (coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus), “a população ainda precisa encarar o isolamento como meta para permitir que os serviços de saúde continuem com capacidade para atender os pacientes com Covid-19 em enfermarias e UTIs. Sem medidas de isolamento, chegaríamos a algo em torno de um milhão de casos no Estado de São Paulo; estamos com 84 mil neste momento”.

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