Área Azul volta ao normal a partir de segunda-feira
Diretor da Apae diz que usuário não compreendeu a proposta e entidade apresenta déficit de caixa
Do acervo · publicada originalmente em 25 de maio de 2020
Fonte: Rogério Bordignon
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020Um diálogo entre Fernando Mendes e Manoel Braga, respectivos presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE-Matão) e diretor da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae-Matão), definiu que os usuários que estacionassem nas vagas de Área Azul para ir a agências bancárias, farmácias, casas lotéricas e demais estabelecimentos comerciais que não sofreram interrupção de atividade pagariam normalmente o estacionamento, comprando a folhinha Azul de registro de horário. Já os consumidores que se dirigissem para as demais lojas de comércio teriam atendimento diferenciado.
Então, desde o último dia 23 de abril, as fiscais da Área Azul seguiram seu trabalho normalmente, vendendo a folhinha a R$ 2,50 por duas horas de estacionamento. Os carros em situação irregular, ou seja, sem a folha de registro do horário, foram notificados. Com a notificação, de cor amarela, o usuário se deslocou até o lojista onde efetuou a compra e buscou a substituição da notificação pela folha de pagamento, que poderia ser utilizada numa próxima ida ao comércio.
O lojista tomou as devidas providências. Coube a ele informar ao seu cliente a condição temporária, fruto de solicitação da ACE-Matão ajustada com a Apae. Foi pedido aos lojistas a colaboração quanto ao não estacionamento de seus veículos nas vagas que seus clientes usaram. Assim, ACE e Apae tentaram colaborar para a retomada do mercado. No entanto, a Apae considerou melhor a interrupção desta situação temporária.
Na quinta-feira (21), Manoel comunicou a ACE-Matão (Fernando), o Sindicato do Comércio Varejista (Antonio Geraldo Giannini - Toninho) e o Departamento Municipal de Trânsito (Wenderson Bartholomeu Silva Barbosa) sobre a necessidade da retomada das ações regulares, pois a flexibilização temporária expira neste domingo (24). “Precisamos retornar as ações regulares na segunda-feira (25), pois, infelizmente, o usuário não entendeu a proposta. A grande maioria se aproveitou”, cita Manoel.
O diretor salienta que, nos últimos dois meses (entre os dias 23 de março e 20 de maio), a Apae acumulou déficit de caixa de R$ 130 mil. “As despesas normais continuam e à área de saúde da entidade – que não parou, atendendo aos casos críticos – foram acrescentadas despesas de material de proteção, até então inexistentes, tanto para os profissionais quanto para os alunos e pais que acompanham”, afirma Manoel, pontuando que a situação da Apae é muito crítica.
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