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Negócios

Sincomércio recomenda planejamento a empresários

Entidade segue as diretrizes norteadas pela Fecomércio-SP

Do acervo · publicada originalmente em 8 de abril de 2020

Fonte: Rogério Bordignon

Foto: Acervo A Comarca

Sincomércio recomenda planejamento a empresáriosAcervo · 2020
Sincomércio recomenda planejamento a empresários

A necessidade da quarentena para evitar ainda mais a proliferação do coronavírus interferiu drasticamente na economia, com 460 mil estabelecimentos impedidos de realizar atendimentos presenciais no Estado de São Paulo. O contingente representa 70% do comércio, responsável por 1,3 milhão de empregos formais e faturamento médio de R$ 1 bilhão por dia.

Com isso, no último mês de março, o Índice de Confiança do Consumidor sofreu queda de 5,5%. Já o endividamento atingiu o maior patamar da série histórica, com 63,8% das famílias com algum tipo de dívida, sendo que em fevereiro estava em patamar de 60%. A inadimplência subiu para 21,8%, diante dos 19,7% do mês anterior. As expectativas não são promissoras para compras a curto prazo.

Neste sentido, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) orienta o empresariado a fazer um planejamento de crise para os próximos três meses. Com as portas fechadas, o primeiro ponto é se adaptar com rapidez às vendas online, por aplicativos e deliveries. Também se sugere que recebam os pagamentos por meio online, para que não seja necessário a maquininha de cartão.

“A Fecomércio não recomenda que sejam feitas demissões no momento, pois, com o fim da quarentena, o comerciante precisará dos funcionários e os custos com demissões, novas contratações e treinamentos serão altos. A melhor opção é analisar as alternativas descritas na Medida Provisória (MP) nº 927/2020, como férias coletivas, compensação de horas, antecipação de feriados, entre outras”, cita Antonio Geraldo Giannini (Toninho), presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio-Matão).

“Então é hora de fazer as contas dos custos fixos para saber se haverá dinheiro em caixa durante esse período de crise e renegociar contratos, aluguéis, pedir aos fornecedores para que estendam os prazos. Algumas instituições financeiras já estão liberando a opção de suspensão de parcelas de financiamentos a vencer nos próximos 90 dias”, comenta Toninho.

Se faltar dinheiro em caixa, o governo disponibiliza algumas linhas de crédito com juros mais baixos, pois é melhor adquirir este crédito e bem planejá-lo do que deixar de pagar os compromissos, tornar-se inadimplente e ter que correr atrás de juros maiores. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, além de postergar os prazos de financiamentos, disponibilizará R$ 60 bilhões em crédito para capital de giro e reduziu a taxa máxima de juros de 2,76% ao mês para 1,51% ao mês.

Já o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu o pagamento das prestações de empréstimos já contraídos por até seis meses e também ampliou a linha de crédito de capital de giro. Além disso, em uma ação conjunta entre BNDES, Tesouro Nacional, Banco Central e Federação Brasileira de Bancos (Febraban) serão disponibilizados R$ 40 bilhões em crédito para a folha de pagamento, que vão beneficiar 1,4 milhão de empresas e 12,2 milhões de trabalhadores nos próximos dois meses. A taxa de juros será de 3,75% ao ano (a taxa Selic).

Outro avanço foi o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizar que o BNDES cadastre fintechs como repassadores de seus recursos, diminuindo a burocracia e aumentando a competição bancária para redução de juros e taxas de serviços. Ainda em fase inicial nesse mês, as operações podem estar disponíveis em maio. Mais uma opção é a Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve-SP), do Governo do Estado de São Paulo, que está com sete linhas de crédito cujos prazos de pagamento podem atingir 120 meses com até 36 meses de carência.

AssuntosSincomércio
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