Hemocentro cadastra doadores de medula óssea
Ação acontece no subsolo da Igreja Matriz, sábado (14), das 8 às 12 horas
Do acervo · publicada originalmente em 13 de março de 2020
Fonte: Da Redação
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020O Hemocentro de Ribeirão Preto (HRP) retorna a Matão neste sábado (14), desta vez para cadastrar doadores de medula óssea. A ação acontece no subsolo da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus (Centro), das 8 às 12 horas, com apoio da Associação Tiago Rocha, da Paróquia do Senhor Bom Jesus, do HSaúde e do Lions Clube de Matão.
Como se trata de um cadastramento, o procedimento é mais simples se comparado à doação de sangue, que exige várias etapas para a realização. Para se cadastrar basta o voluntário preencher um formulário e doar uma amostra de 10 mililitros de sangue. O procedimento é rápido e seguro. Não precisa estar em jejum.
Qualquer pessoa saudável e com idade entre 18 e 54 anos pode fazer doação de medula óssea. Algumas doenças impedem a doação: portadores de Aids/HIV, hepatite, doenças relacionadas ao câncer, doenças autoimunes, epilepsia. O cadastramento é apenas parte de um processo que pode salvar a vida de pessoas com leucemia, linfomas, anemias graves, imunodeficiências e mais de 80 doenças relacionadas ao sistema sanguíneo e imunológico.
A partir do cadastramento, a amostra de sangue coletada passa por um teste de tipagem que permite verificar a compatibilidade do doador junto ao eventual receptor. Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado chamado Redome (http://redome.inca.gov.br/), que é gerenciado pelo INCA - Instituto Nacional do Câncer.
Confirmada a compatibilidade, o doador será consultado para decidir quanto à doação. A probabilidade de uma pessoa ser compatível é de 1 para cada 100 mil pessoas, daí a necessidade de uma quantidade maior de candidatos à doação. Quando um candidato compatível com o paciente é identificado, este será chamado para novos exames. Se esses exames forem aprovados, a doação é programada.
PROCEDIMENTOS
A coleta de células para o transplante pode ser feita de duas formas:
1) Por intermédio de punções que alcançam os ossos da bacia e aspiram parte da medula do doador. Trata-se de um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e que requer internação de no mínimo 24 horas.
2) Pelo método chamado aférese, em que o doador faz uso de uma medicação que aumenta o número de células-tronco circulantes no sangue. Essas células-tronco são coletadas por meio de um aparelho que realiza a aférese. Este aparelho colhe o sangue da veia do doador, separa as células-tronco e devolve os elementos do sangue que não são necessários. Nesse procedimento não há necessidade de internação nem de anestesia, sendo todos os procedimentos feitos pela veia.
A decisão sobre o tipo de doação é exclusivamente dos médicos. Ambos os métodos são seguros e monitorados por profissionais capacitados. Todas as despesas decorrentes do processo de doação – viagens, estadias, hospital – são suportadas pelo Redome. A decisão de se tornar doador deve ser muito bem pensada, afinal, quem está necessitando de medula óssea pode estar bastante debilitado com a espera. A desistência da doação pode tirar a esperança de vida daquele que necessita e dos respectivos familiares.
A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecido popularmente por ‘tutano’. Nela são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. Pelas hemácias, o oxigênio é transportado dos pulmões para as células de todo o organismo e o gás carbônico é levado destas para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do organismo. E as plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.
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