Ações de atendimento são definidas caso haja confirmação da doença
Saiba quais são os sintomas do coronavírus, as formas de tratamento e as medidas de prevenção
Do acervo · publicada originalmente em 12 de março de 2020
Fonte: Mariluci Schiavetto
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020Representantes da Prefeitura de Matão e do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ se reuniram no último dia 3 para alinhar as ações que serão providenciadas caso haja registro de contaminação pelo coronavírus. A enfermeira responsável pelo Centro de Saúde de Matão, Tânia Mara Mancini Bambozzi explica que a Rede de Atenção à Saúde está alinhada com o Hospital e a Vigilância Epidemiológica para prestar assistência, de acordo com as determinações do Ministério da Saúde.
“Ao paciente com tosse, febre e dificuldade para respirar, que se dirigir à unidade do Pronto Socorro, será colocada uma máscara e o atendimento será realizado em uma sala isolada. Constando o enquadramento enquanto suspeito será colhido exame, notificado e, se estiver bem, será isolado em domicílio até os resultados dos exames retornarem ou passar o período de transmissibilidade. Aos pacientes que se enquadrarem como suspeitos sem gravidade serão providenciados a notificação, os exames e o isolamento domiciliar”, informa Tânia.
Quais são os sintomas?
Os sinais e sintomas do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Pode também causar infecção do trato respiratório inferior, como pneumonia. Os principais sintomas conhecidos até o momento são febre, tosse e dificuldade para respirar.
Como é transmitido?
As investigações sobre as formas de transmissão do coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato, é confirmada. Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1 metro) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção. É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada. A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo (como toque ou aperto de mão), contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.
Período de incubação
Período de incubação é o tempo que leva para os primeiros sintomas aparecerem desde a infecção pelo coronavírus, que pode ser de 2 a 14 dias. De forma geral, a transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas. É possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecida para o coronavírus.
Como prevenir?
O Ministério da Saúde divulga os cuidados básicos para reduzir o risco de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Dentre as medidas estão:
- Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
- Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
- Evitar contato próximo com pessoas doentes.
- Ficar em casa quando estiver doente.
- Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
- Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
Como é o tratamento?
Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. É indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:
- Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
- Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.
- Assim que os primeiros sintomas surgirem é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.
Todos os pacientes que receberem alta durante os primeiros sete dias do início do quadro (qualquer sintoma, independente de febre) devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispneia (falta de ar).
A pessoa que viajou e ficou doente, com febre, tosse ou dificuldade para respirar deve procurar atendimento médico imediato e informar detalhadamente o histórico de viagem recente e seus sintomas. Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e submetidos a medidas de precaução domiciliar.
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