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Negócios

Ceagesp aposta na alta armazenagem de soja

Expectativa é de 30 a 40 mil toneladas da commodity; Região é forte produtora para o mercado externo

Do acervo · publicada originalmente em 24 de janeiro de 2020

Fonte: Rafael de Paula/CBN Araraquara | ACidadeON/Araraquara

Foto: Acervo A Comarca

Silos da Ceagesp estocam parte da produção regional de açúcar, soja e milho (Willian Oliveira/ACidadeON/Araraquara)Acervo · 2020
Silos da Ceagesp estocam parte da produção regional de açúcar, soja e milho (Willian Oliveira/ACidadeON/Araraquara)

A unidade de Araraquara da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), pretende aumentar o volume de commodity armazenada de neste ano. A aposta é na retomada da economia nacional e, principalmente, por causa da alta produtividade de soja na região, que deve ser beneficiada e armazenada em Araraquara para a venda no exterior.

No ano passado, os silos da unidade da cidade abrigaram 20 mil toneladas do produto, de acordo com Carlos Roberto do Espírito Santo, chefe regional da unidade. A expectativa para 2020 é chegar até 30 mil ou até dobrar. Tudo se dá, segundo ele, pela grande capacidade de armazenamento da unidade e da boa localização no Estado de São Paulo.

"Essa unidade nossa ficou o ano todo com uma lotação muito boa, com uma ocupação do espaço muito bom. Mostrando que a nossa unidade em Araraquara, a localização dela é muito boa para essa área do agronegócio, de commoditys, porque boa parte do que é produzido na região central do Estado de São Paulo, que é uma região muito forte. Não tem local com a capacidade que a Ceagesp tem de armazenagem. Então ela se torna uma instalação importante para o agronegócio, principalmente, agronegócio de exportação, para você ter um ponto de apoio de armazenagem para a partir daí ir ao porto de Santos para exportação", explica.

A soja é o carro chefe, mas no ano passado, a unidade começou a armazenar e processar o chamado pellet de biomassa.Trata-se do material orgânico que sobra da moagem, por exemplo, da cana-de-açúcar e da laranja. O material pode ser reutilizado, desta vez como combustível nas caldeiras das usinas e até mesmo como ingrediente em ração animal. 

"A soja vem aumentando bastante a área produzida, então isso é bom para toda a cadeia de grãos de soja para toda a região de Araraquara. Logo depois que você vai comercializando a soja, nós armazenamos pallet de cana-de-açucar, é como um substituto da lenha e eles reaproveitam esse pallet e fazem um que usa em ração, o que sobra do bagaço. Uma parte vai para energia nas caldeiras e outra está sendo exportado como substituto da lenha para também utilizar em caldeiras, em processos de obtenção de energia térmica e elétrica", afirma.

A alta produtividade de soja na região de Araraquara também se dá pelo fato da cultura ser a mais utilizada por agricultores durante o intervalo do plantio da cana-de-açúcar. Segundo Espírito Santo, a cada 5 anos o cultivador de cana deve interromper a produção e deixar a terra descansar com o plantio de outro produto. A soja é a queridinha da região, além de ser altamente lucrativa.

"O planejamento é aumentar o volume processado e armazenado de soja, principalmente. É um aumento exponencial da área plantada de soja. Essa área de renovação dos canaviais, o pessoal está usando muita soja e é uma grande área de renovação de canavial. Cada vez mais os grupos sucroalcooleiros da região estão utilizando essa área para plantio de soja e isso é muito bom, porque ela é uma commodity comercializada mundialmente, cotada em dólar e o aumento significa entrada de recurso de moeda estrangeira na região", finaliza.

O milho também conta com boa demanda no Ceagesp Araraquara. O produto vem, principalmente, de plantações de assentamentos e de agricultura familiar. Na produção de soja, destacam-se, principalmente, as cidades de Araraquara, Santa Lúcia, Rincão, Américo Brasiliense e Matão.

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