A Comarca completa 95 anos, mas ainda tem muita história a contar...
ADEMIR DE SOUZA
Do acervo · publicada originalmente em 16 de janeiro de 2020
Fonte: Da Redação
· Leitura de 4 min
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2020No último dia 4 de janeiro, A Comarca completou 95 anos. Em seu cabeçalho, a partir desta edição de nº 5.016, passaremos a ver a inscrição ‘ANO 96’. Rendo assim, mais uma vez, na condição de leitor e, com muito orgulho, também de colaborador da seção ‘Opinião’, as necessárias homenagens ao Paulo Sérgio e ao Serginho Gabriel, que juntos com toda a equipe do Jornal mantêm vivo este importante canal de informação aos matonenses. Em época de internet de larga escala, de redes sociais, não poderia deixar de registrar essa “teimosia, tenacidade, constância, persistência, rigor, aferro, afinco, inspiração, obstinação”, entre outras qualidades que possam fazer justiça ao nosso semanário A Comarca. Manter-se firme, com as circunstâncias que o longo tempo impõe, sejam políticas, econômicas, tecnológicas ou sociais, não é tarefa fácil. A Comarca conta há 95 anos as histórias e fatos de uma comunidade de 122 anos. Ou seja, A Comarca é, por assim dizer, a própria História de Matão. E quanta história aqui foi registrada. Tivemos, aliás, a alegria de ler a emblemática edição de nº 5.000 (13/09/2019) e rever um pouco de nossa história registrada nas primeiras páginas do semanário. Parabéns para A Comarca! Vida longa, sempre!
E falando em história, que também será registrada por A Comarca, neste ano teremos Eleições, e já se pode ter uma ideia do quanto teremos para ler. E no ano que vem (2021), quando Matão completará 123 anos, poderemos ter um ‘novo’, ou um ‘segundo’, ou, talvez, um ‘quarto’ mandato de prefeito. Quem viver, vai ler no Jornal A Comarca. Os 123 anos de Matão também me fazem recordar de 1997, quando Adauto Scardoelli venceu sua primeira eleição, numa disputa histórica, registrada pelo Jornal A Comarca como “a eleição”. Adauto venceu aquele pleito por exatos 123 votos. Quanta emoção naquela longínqua ocasião em que os votos foram apurados manualmente pela última vez. Veja só, caro leitor: neste ano, além das urnas eletrônicas com as quais já estamos plenamente acostumados, a eleição também será biométrica. É a história se escrevendo com o avanço das novas tecnologias. Diga-se, se não mais com aquela emoção da apuração voto a voto, A Comarca mais uma vez registrará os acontecimentos que poderão ser repetidos, se não na forma de apuração e no prefeito a ser eleito, mas na forma de emoções, angústias, desejos e na torcida daqueles que estarão envolvidos no processo eleitoral que se avizinha.
Essas histórias da política, inclusive, a cada ano se compõem de condições impostas por movimentos e circunstâncias próprias de cada época da história. Se em 1997, Adauto (PT) colocava fim a 28 anos de comando do PMDB, por sua vez, em 2012, o mesmo PMDB cedeu o candidato a vice (o saudoso Moio) de Chico Dumont (PT). Se em 2004, Luizinho Pedro Antônio (então no PSB) aliou-se ao PT com Adauto em duas oportunidades (também na reeleição em 2008), já em 2016 o PSB e mais 16 partidos se compuseram para vencer o PT depois de 12 anos consecutivos (2005/2008 e 2009/2012 com Adauto e Luizinho, e 2013/2016 com Chico e Moio). E para 2020 já se especula nos bastidores que o atual prefeito Edinardo Esquetini (PSB) se apresentará como candidato à reeleição; Adauto pelo PT; Rui Pinotti pelo PSDB e Tadeo Gimenes pelo Patriota. Como se já não fosse o bastante para uma grande história ser contada, também se ouve, aqui, ali e acolá, outros nomes a despontar como ‘prefeituráveis’, a exemplo de Sandro Trench (ex-presidente da Câmara); do ex-secretário de Chico Dumont e de Edinardo Esquetini, o engenheiro Ivan Serigato; do advogado Paulo Bernardi (PMDB), atual presidente da OAB-Matão e ex-secretário jurídico na gestão de Jayme Gimenez (2001/2004); além de uma eventual candidatura do vereador Trigo (atual secretário dos esportes).
Como se percebe, serão páginas e páginas de novas histórias a serem escritas e registradas por A Comarca no próximo período, que guardam, sem sombra de dúvida, muitas emoções a serem revividas. E seja lá qual for o resultado, o fato é que, daqui algumas décadas, esperamos que as novas gerações também possam contar com este importante espaço de comunicação, pois é através de suas páginas que poderão lembrar, relembrar, como nos 95 anos anteriores a nós, que muita gente (cada qual com sua própria história, que A Comarca deixou registrada em suas páginas) ajudou a construir o progresso e a história da nossa querida Terra da Saudade. Viva o Jornal A Comarca! Viva Matão! Que venham os próximos 95, 96, 97... anos de história com muito sucesso. É o que todos nós desejamos!
Ademir de Souza (49 anos) é presidente do PT de Matão e colaborador da Seção ‘Opinião’ do Jornal A Comarca
A Comarca conta há 95 anos as histórias e fatos de uma comunidade de 122 anos. Ou seja, A Comarca é, por assim dizer, a própria História de Matão
Comentários
Ninguém comentou ainda. O primeiro comentário pode ser o seu.








