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Esporte

Realizada a primeira Clínica Nacional de Natação Paralímpica

Evento com profissionais do Comitê Paralímpico Brasileiro aconteceu nos últimos dias 8, 9 e 10

Do acervo · publicada originalmente em 20 de novembro de 2019

Fonte: Rogério Bordignon

· Leitura de 4 min

Foto: Acervo A Comarca

Realizada a primeira Clínica Nacional de Natação ParalímpicaAcervo · 2019
Realizada a primeira Clínica Nacional de Natação Paralímpica

O Núcleo de Apoio aos Atletas Paralímpicos (Naap, patrocinado pela Citrosuco com apoio do Sesi-Matão e Max Titanium) e o programa Parceria pela Valorização da Educação (PVE, do Grupo Votorantim, desenvolvido em Matão pela Citrosuco) realizaram em Matão uma Clínica Nacional de Natação Paralímpica, nos últimos dias 8, 9 e 10. O evento aconteceu em dois locais: nos dias 8 e 9, no auditório da Citrosuco; e no dia 10, no Sesi-Matão.

Na sexta-feira (8), as palestras foram ministradas pelo técnico da Seleção Brasileira de Natação Paralímpica, Fabiano Quirino da Silva Pereira, e pelo fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Natação, Maurício Gomes dos Santos. Fabiano abordou a necessidade de tratar os atletas paralímpicos de forma diferente. “Cada um tem as suas diferenças. Cada um tem um estilo de núcleo familiar, de subsistência. Cada um tem suas possibilidades de transportes, a sua própria ergonomia. Usamos a frase ‘Nada mais desigual do que tratar igualmente pessoas diferentes’ para resumir o significado que precisamos dar às singularidades de cada atleta para que ele renda o máximo possível”, resume.

A palestra dele também focou o segmento de atletas constituído pelas Categorias S1, S2, S3, S4 e S5, em que estão as Pessoas com Deficiências (PCD’s) com maiores graus de dificuldade. Outros destaques da palestra de Fabiano foram tópicos sobre inclusão social; números de deficientes no Brasil e no planeta; onde poderão ser encontrados os futuros atletas paralímpicos; a realidade da iniciação paradesportiva hoje; histórias de inclusão e relatos sobre seu trabalho à frente da Seleção Brasileira.

Maurício destacou as deficiências mais comuns nas classes baixas; lesão medular; causas não traumáticas; causas traumáticas; fatores externos nos treinamentos e complicações decorrentes de úlceras de pressão; cateterismo; necessidade ou não de intervenções cirúrgicas; citou a equivalência da Fisioterapia Mundial com a Brasileira, destacando o excelente nível atingido por profissionais brasileiros e o uso de equipamentos de ponta no país.

Na mesma sexta-feira (8), no Auditório da Citrosuco, Leonardo Tomasello (head coach da Seleção Brasileira de Natação Paralímpica) foi apresentado, mas a palestra dele aconteceu no mesmo local, na manhã do sábado (9). Responsável pela formação e desenvolvimento das equipes dos profissionais que lideram os atletas paralímpicos, Leonardo falou sobre organização; programas de treinamentos; periodização; prática, técnicas e eficiências e a realidade do desporto aquático paralímpico.

Pauliane de Lima Gomes estreou como palestrante nesta clínica. Ela discorreu sobre sua infância e os problemas pelo qual passou, sobre discriminação e falta de acessibilidade, problemas enfrentados por deficientes. “Mas nada disso a fez desistir ou desanimar”, ressalta Alemão. Pauliane também fez colocações sobre sua aptidão ao esporte, enfatizando que a natação fortaleceu muito sua personalidade e a preparou para a vida. “Desta forma, seu lema é nunca desanimar e sempre correr atrás de seus sonhos. O dela é um dia participar das Paralimpíadas”, conta Alemão. Pauliane é campeã brasileira paralímpica de natação nas categorias S3 e SB3.

CONSIDERAÇÕES

No domingo (10), tópicos práticos foram apresentados no Sesi-Matão pelo trio. “São profissionais do mais alto nível, vinculados ao setor de Natação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), figurando entre os cinco melhores do mundo em suas respectivas áreas”, resume o coordenador do Naap, Wagner Augusto Ferreira (Alemão). “Com muito orgulho, sinto-me honrado em realizar algo desta magnitude em Matão. Foram grandes momentos de aprendizado com Fabiano, Maurício e Leonardo, a quem muito agradecemos. Tudo o que eles trouxeram nos ensina e melhorar os conhecimentos a serem usados por atletas paralímpicos; por nós, profissionais que trabalhamos com eles e por qualquer pessoa. Somos muito gratos a Citrosuco pelo apoio ao Naap através do PVE e pelo apoio a este evento”, cita Alemão.

“Sem o apoio fundamental da Citrosuco, que desenvolve muitos projetos sociais através do PVE, esta primeira edição da Clínica Nacional de Natação Paralímpica em Matão não teria acontecido. Muito obrigado, Citrosuco, por ter propiciado este aprendizado através do PVE-Matão. Obrigado aos colaboradores Sesi-Matão e Max Titanium”, destaca Alemão. “Parceiros de sempre do Naap, o Sesi nos abriu as portas para a parte prática desta clínica e a Max Titanium presenteou participantes. Muito obrigado ao CPB, que está no caminho certo com estes profissionais. Parabéns aos nossos atletas e aos demais participantes da clínica, pois muito do que aprendemos será revertido a nós”, resume Alemão.

“A realização de um curso de capacitação com essa qualidade nas dependências da Citrosuco está alinhada ao nosso propósito de educação continuada como ferramenta de aprimoramento profissional e, sobretudo, para ampliar oportunidades de trabalho aos participantes”, frisa Margareth Ribeiro da Silva (Margô), analista de Responsabilidade Social da Citrosuco. “Isso só foi possível em razão da parceria com o Naap e seus parceiros que, como nós, acreditam no potencial das pessoas e na possibilidade de buscar a inclusão no mundo do trabalho através da superação diária dos limitantes, afinal acreditamos que ‘somos todos diversos’. Ao respeitarmos a diversidade no dia a dia, construímos uma empresa mais inclusiva, inovadora e criativa”, sintetiza Margô.

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