Arquitetos discutem ações de melhoria da mobilidade urbana
Política pública também contempla acessibilidade, melhoria de calçadas, rede de ciclovias e transportes públicos
Do acervo · publicada originalmente em 13 de novembro de 2019
Fonte: Rogério Bordignon
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2019Na noite da quarta-feira (6), arquitetos urbanistas de Matão se reuniram no Preá Deli para discutir ações referentes a melhorias na mobilidade urbana para pedestres, ciclistas e para o transporte público em nosso município. Na ocasião, o arquiteto urbanista Marcelo Mancini (mestre em Engenharia de Transporte) fez a apresentação de ações que já foram praticadas em municípios de pequeno e médio porte, sobretudo em outras cidades do interior paulista.
“Números obtidos no site da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostram que, de janeiro a outubro de 2019, houve 13 mortes e 88 feridos em acidentes de trânsito em Matão”, informa Marcelo. “Desde 1960, nossas cidades têm feito ações que privilegiaram o automóvel e, por isso, parece que não há espaço seguro para caminhar, andar de bicicleta ou ter um bom transporte público”, diz.
O número de acidentados em 2019 é um indicador alarmante. “Diversas cidades do mesmo porte de Matão, no interior de São Paulo, melhoram e aumentam suas calçadas, travessias de pedestres, fazem ciclovias, criam parques e melhoram seus transportes públicos, possibilitando à população que não se desloque somente através do carro”, aponta Marcelo.
“Estas cidades mostram que há como se usar outros modos para se locomover no perímetro urbano, trazendo melhor qualidade de vida, mais saúde e reduzindo o número de acidentes”, destaca o arquiteto. Outro motivo que incentivou o encontro é que em dois meses, em janeiro de 2020, vencerá o Plano Diretor de Trânsito de Matão, que é válido por dez anos e foi assinado em 19 de janeiro de 2010.
“A Lei de Mobilidade Urbana prevê que todos os municípios com mais de 20 mil habitantes são obrigados a ter seus planos de mobilidade válidos, sob pena de não receberem verbas federais voltadas a esta área. Segundo a lei, os planos devem priorizar modos ativos (pedestres e bicicletas) principalmente em municípios menores, onde deveriam prevalecer deslocamentos destes modos, por ter distâncias mais propícias. Deve ser pensado também como se desenvolverá a rede de transporte público e outras políticas de mobilidade, pensando em sua viabilidade técnica”, resume.
“Nesta ocasião de renovação do Plano de Mobilidade de Matão, devemos não só pensar em trânsito, mas em mobilidade urbana como uma política pública que contempla diversos temas, como acessibilidade, melhoria de calçadas e travessias, rede de ciclovias, rede de transportes públicos, e como priorizá-la em nossas ruas e avenidas. Imagine se nossos grandes canteiros centrais fossem grandes espaços públicos para a população ou ainda se tivéssemos boas e largas calçadas na região comercial da cidade”, finaliza Marcelo.
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