Caso do padre com morte de sargento tem julgamento hoje (08)
Crime de extorsão seguido de assassinato foi em fevereiro de 2018
Do acervo · publicada originalmente em 8 de agosto de 2019
Fonte: Maury Jr
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2019Está marcado para as 9 horas da manhã desta quinta-feira (8) um dos julgamentos que certamente vai chamar atenção da população regional, pois a morte do sargento da Polícia Militar de Araraquara, Paulo Sérgio Arruda, 43, teve uma trama que envolve três marginais.
Segundo o processo que foi produzido através do Inquérito da Polícia Civil de Matão, os crimes teriam ocorrido entre os dias 7 e 19 de fevereiro do ano passado. O desfecho foi o assassinato do sargento Paulo Sérgio Arruda, 43, da Força Tática do 13º Batalhão de Polícia Militar de Araraquara, no dia 19.
O policial estava em trajes civis e de folga dentro da casa de um padre de 50 anos, em Matão. O padre alegava estar sendo extorquido em R$ 80 mil, para não divulgação pelas redes sociais de um relacionamento sexual envolvendo o padre e um soldador de 32 anos, o “Banana”. Haveria uma gravação que teria sido realizada em um telefone celular do comparsa de 28 anos, que tinha a seu lado outro homem, um operador de empilhadeira.
A denúncia que será levada para apreciação dos sete jurados que formaram o “conselho de sentença”, aponta “Banana” como sendo o atirador que matou o policial militar dentro da Casa Paroquial de Matão. O Ministério Público Estadual (MPE), que terá como advogado auxiliar o criminalista são-carlense Arlindo Basílio, diz que a sequência dos crimes tiveram início com a extorsão contra o padre.
Ele teria sido procurado pelo Banana no dia 7 de fevereiro de 2018, na Casa Paroquial, localizada no Residencial Olívio Benassi, em Matão, para manter uma relação sexual, ato que já teria ocorrido anteriormente. Naquele dia, enquanto ambos praticavam atos libidinosos, os outros dois réus, escondidos na garagem, filmaram as relações que aconteciam na sala com um telefone celular. Após a gravação das cenas no celular, eles foram até a sala e disseram: “Te peguei padre, amanhã a gente conversa”.
Logo depois, o trio foi embora. No dia seguinte, o trio enviou o vídeo para o padre e ligaram fazendo uma ameaça: exigiam a quantia de R$ 80 mil em dinheiro para não divulgarem as cenas através do WhatsApp e Facebook. Para o delegado Marlos Marcuzzo está clara a extorsão depois da gravação do vídeo e a participação do trio nesta trama macabra. Ele acredita que os policiais militares teriam se dirigido a casa paroquial por um "ato de caridade".
Sobre a defesa levantar que teria ocorrido fogo amigo no interior do imóvel, ou seja, polícia teria matado polícia, o delegado afirma que essa prática não era possível porque as armas dos policiais foram periciadas e nenhuma irregularidade foi verificada nelas. A tese do Ministério Público Estadual (MPE) é de que o trio concorreu para os crimes de homicídio qualificado com promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe, e também para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime, no caso a extorsão.
O trio também responde pela extorsão cometida por duas ou mais pessoas, ou com emprego de arma. Neste caso, aumenta-se a pena de um terço até metade. O “Banana”, ainda tem uma terceira acusação: a de ameaça porque teria jurado o padre de morte na fuga, após a morte do sargento Paulo Sérgio Arruda.
Os três se encontram com prisão preventiva decretadas e recolhidos no Anexo de Detenção Provisória (ADP) de Araraquara. No início da manhã de quinta-feira (08) eles seriam encaminhados em carro de presos e escoltados pela Polícia Militar, que já havia montado um forte esquema de segurança para este julgamento.
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