Projeto 'Cores da Terra' utiliza solos de Matão
Iniciativa do IFSP também contribui com tecnologias aplicadas ao agronegócio
Do acervo · publicada originalmente em 13 de junho de 2019
Fonte: Rogério Bordignon
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2019Durante a Semana do Meio Ambiente realizada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP-Matão), entre os últimos dias 3 e 8 de junho, o projeto ‘Solos na Escola - Cores da Terra’ foi apresentado a alunos da Emei ‘Prefeito João Féchio’. Cerca de 60 crianças do Maternal II foram recebidas pelo professor José Marcos Garrido Beraldo, coordenador do projeto, contribuinte à pesquisa científica por meio do ‘Grupo de Estudo em Agricultura de Precisão’, que atua no desenvolvimento de inovações tecnológicas aplicadas ao agronegócio.
Na atividade, os alunos participaram da ‘Oficina de pintura de papel reciclado com pigmentos de solo’, ministrada pelo coordenador do projeto e pela aluna bolsista Juliana Midori Tada, matriculada no Curso de Tecnologia em Alimentos do IFSP. “A importância do solo tem sido gradativamente reconhecida pelos governos e pela sociedade”, diz José Marcos.
“O objetivo deste projeto é promover alternativa educativa para a divulgação e sensibilização voltada ao conhecimento da relevância desse recurso natural (solo), em atividades que utilizam a pintura com tinta de solo e a colagem de solo sobre superfícies. Esta ação visa estimular a curiosidade e disseminar informações sobre o tema”, cita.
Também é intuito do projeto ‘Cores da Terra’ criar uma estrutura temática que possibilite elaborar uma sequência representativa dos processos responsáveis pela formação, desenvolvimento e constituição dos solos, além de práticas de conservação, e elaborar recursos didáticos e ferramentas para ilustrar conceitos e conteúdos relativos ao tema.
Na atividade foram coletadas algumas amostras de solos de Matão e uma análise preliminar indica que apresentam variabilidade referente à cor. “Pode-se observar solos de coloração avermelhada, amarelada, acinzentada, marrom e outras”, comenta o professor, informando que essa variação pode ser influenciada pela localização e também pode influenciar a composição da vegetação.
“Dentro desse contexto, o nome do município – ‘Matão’ – teve origem devido à existência de matas muito densas e de alto porte, e uma das possíveis explicações para essa vegetação pode ser as características do solo do município”, explica José Marcos. “A riqueza do solo pode ser medida através de atributos químicos, físicos e biológicos, podendo variar de acordo com sua composição”, completa.
O projeto também foi apresentado na ‘Bio Matão 2019’ promovida pela Prefeitura, no último dia 8, na Praça ‘Dr. Leônidas Calígola Bastia’ (Centro). “Foi uma forma de mostrar à população os trabalhos que são desenvolvidos no IFSP-Matão, instituição de ensino pública e gratuita”, frisa o professor. “A população matonense será beneficiada com o conhecimento das características do solo da região em que vivem”, afirma.
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