Pular para o conteúdo
Matão-SP · quarta-feira, 7 de outubro de 202622°Sol19° / 29°Tempo agora em Matão: 22 graus, Sol. Ver a previsão da semana.Ano 102Fundado em 1925Edição 5.361
A Comarca
Edição 5.3612 de outubroLer
Últimas
Uniara tem inscrições abertas para processo seletivo
Publicidade
Publicidade
Saúde

Disfagia: quais os sintomas e riscos?

Pessoa passa a ter dificuldade para engolir alimentos e líquidos

Do acervo · publicada originalmente em 27 de março de 2019

Fonte: Hospital de Matão

Foto: Acervo A Comarca

Disfagia: quais os sintomas e riscos?Acervo · 2019
Disfagia: quais os sintomas e riscos?

Você já ouviu falar sobre disfagia? Esse nome pode soar estranho para grande parte da população, entretanto é um problema que atinge muitas pessoas. A disfagia é o sintoma de alguma disfunção clínica que traz como consequência a alteração do padrão normal da deglutição, ou seja, o indivíduo passa a ter dificuldade para engolir alimentos e líquidos, em qualquer etapa do trajeto entre a boca e o estômago.

A Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia instituiu o dia 20 de março como o Dia Nacional de Atenção à Disfagia. De acordo com a fonoaudióloga do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’, Thais Baldan, a data busca alertar sobre o risco da disfunção para a saúde. “Com esse dia pretendemos divulgar medidas de prevenção e orientar sobre o que fazer diante da suspeita do problema”, explica a profissional.

A disfagia é o sintoma de uma doença de base que pode acometer qualquer parte do trato digestivo desde a boca até o estômago, podendo causar desnutrição e desidratação, além de complicações respiratórias. “Essas alterações da deglutição são diagnosticadas e tratadas conjuntamente por médicos, enfermeiros, nutricionistas e, fundamentalmente, fonoaudiólogos, que são os profissionais aptos a este trabalho específico”, comenta Thais.

A profissional alerta sobre a necessidade de prevenção e de orientação sobre o que fazer diante da suspeita do problema. “A disfagia não é uma doença por si só, mas um sintoma de que alguma alteração pode estar ocorrendo, sendo imprescindível a orientação e o tratamento adequados, pois além de provocar problemas emocionais e isolamento social, traz consequências como desidratação, desnutrição e pneumonia, podendo a pessoa chegar a óbito”, ressalta a fonoaudióloga.

Entre os adultos, quem foi acometido por doenças neurológicas como AVC, Esclerose Lateral Amiotrófica, Parkinson, Esclorese Múltipla e demência está mais propenso à disfagia. “Pacientes que já tiveram traumatismos crânioencefálicos, câncer de cabeça e pescoço, doenças sistêmicas, refluxo gastroesofágico, entre outros, podem ser mais suscetíveis à disfagia. Entre os bebês, os riscos são maiores em prematuros que têm má formação do sistema digestivo, fissura labiopalatina, doenças neurológicas ou alguma síndrome – como a de Down. Já nos idosos, as chances de disfagia aumentam devido à perda de força muscular e redução da velocidade ao mastigar”, comenta Thais.

SINTOMAS

Os sintomas da disfagia são os seguintes: falta de ar durante ou após a alimentação; perda de peso; pneumonias de repetição; dificuldade para mastigar, preparar e manter o alimento na boca; tempo prolongado para engolir; sensação de alimento parado na garganta; dor ao engolir; restos de comida dentro da boca após engolir; escape de alimento pelo nariz; mudança na voz após engolir; tosse ou pigarro constante durante a alimentação; engasgos frequentes durante as refeições ou ao deglutir saliva; falta de interesse em se alimentar; e mudança na cor da pele durante ou após a alimentação. “Ao perceber esses sinais, procure uma equipe de saúde; quanto antes se buscar ajuda, mais chances de sucesso no diagnóstico e tratamento”, finaliza a fonoaudióloga.

Publicidade
Publicidade

Comentários

Ninguém comentou ainda. O primeiro comentário pode ser o seu.

Leia também

Publicidade