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Cidade

A Nova Zelândia depois do ataque

Jovem que morou em Matão está no país e escreveu relato para A Comarca

Do acervo · publicada originalmente em 19 de março de 2019

Fonte: Da Redação

Foto: Acervo A Comarca

A Nova Zelândia depois do ataqueAcervo · 2019
A Nova Zelândia depois do ataque

Felipe Teles é estudante do IFSP- campus de Matão e morou na cidade de 2016 até meados do ano passado. Em agosto de 2018 ele se mudou para Auckland, na Nova Zelândia. A cerca de 1.000 km de lá, em Christchurch, um atirador cometeu um massacre em uma mesquita e transmitiu ao vivo pelas redes sociais, na semana passada.

De lá, Felipe escreveu com exclusividade para A Comarca:

"A Nova Zelândia certamente não está acostumada a sair nos noticiários desta forma.
Em 2017, em todo país houveram 35 homicídios, certo que não é um país grande, aproximadamente 4,5 milhões de habitantes, porém, 1 em cada 4 pessoas tem o licença de porte de armas.
País onde você, em qualquer hora do dia, encontra mulheres fazendo caminhada pelas ruas, seja 7 da manhã, seja 11 da noite, país o qual nunca tinha passado por estado de alerta máximo de terrorismo, sempre esteve no alerta mínimo, sexta-feira (15) isso mudou.
Após os atentados, a cidade em que moro, Auckland, aproximadamente a 1.000 km de Christchurch, houve um alerta de bomba após encontrarem 3 mochilas abandonadas pela cidade. As ruas movimentadas do centro foram fechadas, os cidadãos orientados a não saírem de suas casa e o esquadrão anti-bombas foi solicitado. Alarme falso. Após detoná-las concluiu-se que as bolsas estavam carregadas com material de construção. Porém o medo impera.

Num país em que a mistificação se faz presente a solidariedade da população com as vítimas tem se mostrado presente também, todos imaginam: poderia ser qualquer um de nossa família no lugar errado e na hora errada. Um país que em 2017 liderou o ranking de menos corrupção visível no mundo nunca mais será o mesmo após os atentados. A primeira ministra Jacinda prestou solidariedade às vítimas e prometeu mudar a legislação de porte de armas, os mosteiros do país ficaram fechados no fim de semana, após isso não saberemos o que será daqui pra frente, mas uma coisa é certa, os neozelandeses sofrem com uma tragédia nunca antes presenciada por aqui. Com aproximadamente 12 mil brasileiros aqui, cada um de nós ficamos chocados com o ocorrido e sentimos como se houvesse ocorrido em nosso país Natal."

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