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Saúde

Campanha Janeiro Roxo conscientiza sobre hanseníase

Painéis eletrônicos da AB Triângulo do Sol exibem frase sobre o tema nas rodovias

Do acervo · publicada originalmente em 4 de janeiro de 2019

Fonte: Da Redação

Foto: Acervo A Comarca

Campanha Janeiro Roxo conscientiza sobre hanseníaseAcervo · 2019
Campanha Janeiro Roxo conscientiza sobre hanseníase

Dados recentes da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) revelam que, atualmente, o Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase – atrás somente da Índia. São registrados cerca de 30 mil casos por ano em vários estados brasileiros. Considerada a doença mais antiga da humanidade, a hanseníase tem cura, mas ainda é um grave problema de saúde pública no Brasil.

Pensando nisso, em parceria com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a AB Triângulo do Sol participará da Campanha ‘Janeiro Roxo’, que visa conscientizar a população a respeito da hanseníase. Entre os dias 2 e 31 de janeiro, os painéis eletrônicos da concessionária exibirão a frase ‘Janeiro Roxo - Todos contra a hanseníase / Observe manchas na pele e procure um médico’, com o intuito de despertar o interesse dos usuários das rodovias para o tema.

Em 2019, o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase será celebrado em 28 de janeiro. Devido aos números, ainda altos, durante o mês, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) promovem campanha e ações educativas. A data, celebrada sempre no último domingo de janeiro, reforça o compromisso em controlar a hanseníase, oferecer o diagnóstico e o tratamento corretos, difundir informações e combater o preconceito.

O que é hanseníase?

É uma doença infecciosa e contagiosa, que causa manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele. A pele também pode ter alteração da sensibilidade e o paciente não sente (ou tem sensibilidade diminuída) calor, frio, dor e mesmo o toque. É comum ter sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades (pés, mãos) e em algumas áreas pode haver diminuição do suor e de pelos. Atenção: o paciente pode ter dificuldades para segurar objetos, pode queimar-se e não sentir ou, por exemplo, perder os chinelos sem perceber. A doença pode provocar o surgimento de caroços e placas em qualquer local do corpo e diminuição da força muscular.

De onde vem a doença?

A hanseníase não é hereditária. É causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e sua transmissão acontece de pessoas doentes sem tratamento para pessoas saudáveis, pelas vias aéreas superiores (tosse, espirro, fala).

Como é feito o diagnóstico da hanseníase?

O diagnóstico precisa ser feito o quanto antes, em uma consulta médica em consultório ou ambulatório. O médico analisa lesões na pele com manchas e alterações neurológicas específicas (dormências e formigamentos). O serviço público de saúde oferece o tratamento gratuitamente. Importante: todas as pessoas que convivem ou conviveram com paciente de hanseníase devem ser examinadas.

Hanseníase tem cura?

Sim. Quanto mais cedo o tratamento, menores são as agressões aos nervos e é possível evitar complicações. O paciente que inicia o tratamento não transmite a doença a familiares, amigos, colegas de trabalho ou escola.

Como são feitos os exames?

Em muitos casos, os médicos dos serviços públicos de saúde especializados em hanseníase podem diagnosticar a doença apenas no exame clínico. Pacientes de hanseníase fazem exames dermatológico e neurológico.

Como é o tratamento?

Em qualquer estágio da doença, o paciente recebe gratuitamente os medicamentos para ingestão via oral – os medicamentos destroem os bacilos. O tratamento leva de seis meses a um ano.

Fonte: Sociedade Brasileira de Hansenologia (HBS)

www.sbhansenologia.org.br

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