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Polícia

Capitão Lopes prioriza Vizinhança Solidária

Programa está em curso no Azul Ville e adjacências

Do acervo · publicada originalmente em 22 de outubro de 2018

Fonte: Rogério Bordignon

· Leitura de 4 min

Foto: Acervo A Comarca

Capitão Lopes prioriza Vizinhança SolidáriaAcervo · 2018
Capitão Lopes prioriza Vizinhança Solidária

No último dia 20 de setembro, o capitão Rodrigo Adriano Lopes assumiu o comando da 4ª Companhia da Polícia Militar, unidade que é responsável pelo policiamento ostensivo de Matão, Motuca, Dobrada e Santa Ernestina. Ao assumir as funções de comandante naquela sede, o capitão Rodrigo conta com a parceria do subcomandante Rogério Ferreira Gomes (primeiro tenente).

A Comarca entrevistou Rodrigo sobre as metas a serem cumpridas perante as comunidades dos quatro municípios compreendidos pela 4ª Companhia, que conta, entre outros segmentos de atuação, com Programa de Rádio Patrulha, Ronda Escolar, Força Tática, Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd) e Policiamento Comunitário pela Base Comunitária no distrito de São Lourenço do Turvo.

Matão é considerado um município seguro?

A 4ª Companhia conta com um seleto grupo de policiais militares e grande parte deles trabalha no município há muitos anos, o que permite conhecerem a fundo os problemas locais. Em termos de segurança pública, baseados em índices de municípios paulistas, podemos considerar Matão um município até privilegiado. Atribuímos isso ao conjunto de esforços dos policiais militares, dos juízes de Direito, dos promotores de Justiça, dos delegados, dos vereadores, do prefeito, dos guardas municipais, dos agentes de trânsito, das entidades civis organizadas como o Conselho Comunitário de Segurança Pública (Conseg) e o Conselho Tutelar de Matão; Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio), Associação Comercial e Empresarial (ACE), Diretoria Regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), imprensa, igrejas, entre outros parceiros. Esta atuação conjunta resulta num trabalho diferenciado que nos traz a redução de índices criminais e controle dos crimes mais graves, como homicídio, latrocínio e roubo. Nossa meta é intensificar esta união para otimizar todas as ferramentas disponíveis, dentre elas o programa ‘Vizinhança Solidária’.

Houve uma reunião sobre a implantação deste programa.

Foi realizada no último dia 9, no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP-Matão), para contemplar moradores do bairro Azul Ville e adjacências. O programa está vigente e a intenção é de realizarmos reuniões mensais para a análise de possíveis crimes ocorridos naquela localidade, bem como providências adotadas e medidas preventivas, como, por exemplo, a divulgação de informações do modo de atuar de criminosos. A intenção do ‘Vizinhança Solidária’ é formar o maior número possível de grupos nos diversos bairros para auxiliar o trabalho das equipes policiais. Contamos com o apoio da imprensa e de todos os nossos parceiros para divulgar as reuniões que serão realizadas no bairro, para que possamos colocar o programa em prática.

Experiências anteriores do ‘Vizinhança Solidária’ existem em outros municípios. Qual é o exemplo a ser seguido?

O programa é institucional e aplicado com sucesso em diversos municípios paulistas. Como exemplo, há cerca de seis anos foi implantado em bairros de Ribeirão Preto que sofriam com altos índices de roubo a residência, como Sumarezinho, Planalto Verde e áreas limítrofes. Ano a ano, os índices de crimes caíram. Estes locais se tornaram bem mais seguros do que antes da implantação do ‘Vizinhança Solidária’ por lá. É este o modelo a ser seguido em Matão. Precisamos aproximar a população da Polícia Militar e ensinar a como se prevenir e se antecipar a ações criminosas. Através de ações simples pretendemos melhorar a segurança de nossa cidade.

Quais são as maiores preocupações da 4ª Companhia hoje?

São os crimes de furtos e roubos a residências e a veículos, que apresentam índices menores se comparados aos de outros municípios, porém, se considerarmos somente as ocorrências em Matão ano a ano, os números preocupam, pois permanecem sem redução significativa. Daí a importância de ferramentas como o ‘Vizinhança Solidária’ e as denúncias pelo telefone 190.

PERFIL

Matonense de berço, Rodrigo Adriano Lopes nasceu em Araraquara no dia 20 de junho de 1979. Filho primogênito de José Benedito Lopes e Ângela Maria Bachiega, tem dois irmãos: Roberto e Natália. É casado com Débora Renata Vieira Lopes, pais de Ubiratan. Fez dois anos de Licenciatura em Ciências Exatas (Matemática, Física e Química) na USP-São Carlos em 1999 e 2000, deixando o curso para ingressar na Academia da Polícia Militar (PM) do Barro Branco (São Paulo) em 2001.

Em 2004 formou-se aspirante a oficial; em 2005 foi promovido a segundo tenente, atuando pelo 7º Batalhão da PM no Centro de São Paulo (2005-2007). Veio para o 13º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPMI, Araraquara) em 2007, atuando em Ibitinga e Taquaritinga de 2007 a 2009, ano em que foi promovido a primeiro tenente, após iniciar seu trabalho no mês de abril deste ano, prosseguindo na 4ª Companhia da PM até abril de 2017.

Promovido a capitão, trabalhou no 10º BPMI (Piracicaba), comandando a 1ª Companhia até o último mês de janeiro, tendo sua solicitação atendida para atuar no 51º BPMI, em Ribeirão Preto. Retomou atividades em Matão no dia 20 de setembro, substituindo ao capitão Moisés Sabino Zecheto, atuante em Araraquara. Rodrigo é formado em Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul (São Paulo), fez curso de Trânsito Urbano realizado no Batalhão de Trânsito de São Paulo, curso de Gerenciamento de Crises realizado no 3º Batalhão de Choque; e de Gerenciamento de Crises pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

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