Itesp se compromete a buscar área para a reforma agrária
Pertences de famílias do movimento Novo Horizonte que estavam acampadas no Monte Alegre também devem ser devolvidos
Do acervo · publicada originalmente em 26 de julho de 2018
Fonte: A Cidade On
Foto: A Cidade On
Acervo · 2018O Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) irá devolver todos os pertences e os animais que estão sob a tutela do Estado há 40 dias, desde quando as famílias do acampamento Novo Horizonte foram despejadas da área que ocupam no assentamento Monte Alegre, divisa dos municípios de Araraquara e Matão.
Em uma reunião entre representantes do Itesp e do movimento, na manhã desta quarta-feira (25), ficou acordado a devolução dos bens no período de 30 dias e também foi discutido a ajuda do Itesp na luta dos sem-terra em busca da reforma agrária.
Cerca de 300 pessoas ocupavam uma área de reserva ambiental no assentamento Monte Alegre. Lá elas plantavam, criavam animais e sobreviviam da venda destes produtos. Através de uma ordem judicial as famílias foram despejadas no dia 19 de junho pelo Itesp, que é quem administra a área. Desde então, parte dos acampados está vivendo em um terreno, ao lado dos trilhos, no Distrito de Bueno de Andrada e, agora, estas pessoas não conseguem recuperar os móveis e os animais retirados da ocupação no dia da desapropriação.
"Queremos nossas coisas de volta. Temos móveis e documentos guardados pelo Estado e não sabemos onde. Também queremos os nossos animais e o Itesp nos garantiu que teremos tudo de volta", diz Luciano Chagas, líder do acampamento Novo Horizonte.
Jonas Villas Boas, diretor do Itesp, afirma que há um compromisso com a devolução dos pertences dos acampados. "Vamos devolver tudo o que foi recolhido no dia do despejo", reforça.
Reforma Agrária
Os acampados saíram da reunião com a esperança de também conseguirem uma nova área para morarem e produzirem. Isso porque o Itesp se comprometeu a ajudar na busca por uma área que possa abrigar as famílias dos sem-terra do Novo Horizonte.
Villas Boas disse no encontro que, em contato com o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Itesp deve fazer um levantamento de terras disponíveis e também verá a possibilidade de assentar as famílias que estão acampadas em Bueno de Andrada. "Vamos ajudar a resolver o problema destas famílias, mas a reforma agraria é complexa e não temos um prazo para isso", reforça o representante do Itesp.
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