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Saúde

CFM anuncia novas regras para diagnóstico de morte encefálica de pacientes

A resolução deverá ampliar o número de especialistas habilitados a fazer o diagnóstico, o que pode agilizar os transplantes de órgãos

Do acervo · publicada originalmente em 12 de dezembro de 2017

Fonte: Vitor Brown/Jovem Pan

Foto: Ilustrativa

CFM anuncia novas regras para diagnóstico de morte encefálica de pacientesAcervo · 2017
CFM anuncia novas regras para diagnóstico de morte encefálica de pacientes

O Conselho Federal de Medicina anuncia nesta terça-feira (12) as novas regras para que médicos confirmem a morte encefálica de um paciente.

A resolução deverá ampliar o número de especialistas habilitados a fazer o diagnóstico, o que pode agilizar os transplantes de órgãos.

O projeto mantém a necessidade de que o laudo seja assinado por dois profissionais, mas passa a exigir que o médico que dará a segunda opinião tenha participado de um curso de capacitação.

O presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, Roberto Manfro, defendeu a facilitação do procedimento, mas pediu cautela: “o diagnóstico da morte encefálica deve ser feito de forma ágil, mas muito cuidadosa. É importante que não se suplantem as técnicas exatas da realização do exame clínico para diagnostico de morte encefálica que pressupõe tempo de observação entre primeiro e segundo diagnóstico clínico”.

Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, Roberto Manfro, as novas regras não vão levar a uma flexibilização do diagnóstico.

A resolução do Conselho Federal de Medicina também vai atualizar o tempo necessário para que sejam iniciados os procedimentos da morte encefálica em pacientes em coma.

Em 2016, o Brasil realizou mais de 24 mil transplantes, sendo que a maior parte das cirurgias foram de córneas ou rins.

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