Los Cabrones também é cerveja!

Banda faz show de lançamento neste sábado, no Blessed Hop

Bruno Ribeiro. Cervejeiro artesanal elaborou uma American Pale Ale e criou o rótulo
Foto: Rogério Bordignon

Neste sábado (24), a partir das 21 horas, será apresentado o show ‘Los Cabrones Plugado’ no bar Blessed Hop, ocasião em que a banda lançará sua cerveja artesanal e comemorará o aniversário do vocalista Fábio Tieni com amigos e frequentadores desta casa que comercializa cervejas especiais. O couvert artístico tem valor de R$ 5,00 por pessoa.

A Los Cabrones é conhecida por suas interpretações acústicas de sucessos do rock nacional e internacional. “Quando nos apresentamos, o Zé Carlinhos Monnazzi e o Gustavo Martins tocam violão elétrico e baixolão, respectivamente. Desta vez, eles tocarão guitarra e baixo elétricos, daí o nome do show ‘Los Cabrones Plugado’”, resume Tieni. Além dos três, a banda tem Éder Palma na bateria.

No dia 13 de julho de 2016, a banda Los Cabrones se apresentou pela primeira vez no extinto Segundo Turno Rock Bar, em ocasião da comemoração ao ‘Dia Mundial do Rock’. “Atendemos ao convite do José Pereira (então dono do estabelecimento) e da Carol Salvini, que naquela época atuava pela TVM e atualmente colabora com informações no site de A Comarca”, lembra Tieni.

A Los Cabrones fará neste sábado (24) a sua 63ª apresentação. A cerveja artesanal que será lançada é a primeira que leva o nome de uma banda de Matão. Foi elaborada por Bruno Henrique Ribeiro, cuja produção leva o nome Ribeer. “A ‘Los Cabrones’ é uma American Pale Ale (APA) de corpo médio”, comenta Bruno, formado em Publicidade e Propaganda.

“Nela há toques de caramelo e notas amanteigadas sutis, percebendo-se também notas frutadas em intensidade médio-forte. Herda características terrosas e herbais, vindas do lúpulo”, sintetiza Bruno, também responsável pela criação do rótulo. “‘Los Cabrones’ nos remete ao México, onde o Dia de Finados é celebrado com muita música e fantasias de caveiras; assim veio a inspiração”, cita.

O CERVEJEIRO

Matonense de berço, Bruno foi levado por seu pai Osvaldo (Telo) a vários encontros festivos. “Sempre considerei aqueles ambientes muito alegres e divertidos. Com o passar dos anos, percebi que a cerveja era o item fundamental dos encontros. Procurei entender mais sobre essa bebida tão popular quanto social, transformando-me em um apaixonado por cervejas”, diz Bruno.

“Em 2014 me mudei de São Paulo para a Irlanda, com o objetivo de estudar a língua inglesa. Tive a oportunidade de conhecer a cultura deles; e a cerveja não poderia ficar de fora, já que a Irlanda é o quarto país que mais consome cerveja. Com fácil acesso às melhores cervejas do mundo, tive o prazer de degustá-las e conhecer algumas cervejarias na Europa”, conta.

Bruno lembra que, certa vez, perguntou a um professor irlandês qual era a sua cerveja preferida. “Disse-me que era a que ele fazia em casa, e isso me deixou mais curioso ainda. Ao regressar para o Brasil, senti muita falta da qualidade das cervejas bebidas lá fora e decidi fazer a minha própria cerveja, de forma simples, em casa”, relata.

A produção começou em junho de 2017. “Encaixo-me como um homebrewing, ou seja, quem produz cervejas em pequena escala para fins pessoais e não comerciais. Tornou-se meu hobby preferido, sendo que consegui unir meu pai, minha mãe (Ivone) e meu irmão (Haroldo, quando em Matão) nessa brincadeira saborosa”, comenta Bruno.

“Sou cervejeiro iniciante. Com somente oito meses, tenho três rótulos: Pale Ale, Indian Pale Ale (IPA) e Dry Stout. No próximo mês de abril, terei uma receita de Weiss (trigo) para completar os quatro estilos que mais aprecio”, perspectiva. “Indiferentemente do tipo e da qualidade, a cerveja é reconhecida como agregador de grupos distintos, com objetivo maior de unir pessoas e socializar”, resume Bruno.


Fonte: Rogério Bordignon


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