Dengue: Matão já teve 616 casos confirmados neste ano

Quantidade registrada no ano deverá ser a terceira maior desde 1999


Até o último dia 30 de abril, Matão teve oficialmente 616 casos de dengue confirmados. De acordo com as quantidades anuais registradas pela rede pública de saúde local, por enquanto, esta é a quinta maior epidemia da doença no município desde 1999. Contudo, como vários outros casos ainda poderão ser confirmados, é bem provável que 2019 seja o terceiro ano com mais casos desde o início do registro dos dados na cidade.

Desde 1999, a quantidade de casos de dengue foi esta: 1999 (11); 2000 (9); 2001 (42); 2002 (20); 2003 (12); 2004 (zero); 2005 (4); 2006 (79); 2007 (247); 2008 (7); 2009 (16); 2010 (1.121); 2011 (414); 2012 (327); 2013 (908); 2014 (192); 2015 (722); 2016 (2.166); 2017 (3) e 2018 (16). “Para tentar combater a epidemia, desenvolvemos atividades importantes”, cita Sergio Luiz Lucatelli, diretor da Divisão de Vigilância Sanitária e Controle de Vetores.

Lucatelli cita que há o ‘Mutirão de combate a dengue - Cata Treco’. “As Secretarias Municipais realizam o planejamento e a execução, em que cerca de 30 funcionários e uma média de 13 caminhões estão percorrendo todo o município, recolhendo materiais propícios a se tornarem criadouros do mosquito Aedes aegypti, em ação protagonizada pelos Departamentos de Meio Ambiente e de Controle de Vetores”, frisa Lucatelli.

Segundo o diretor, até o momento foram retirados 80 caminhões de recipientes, objetos, garrafas, entulhos, pneus, entre outros itens nos bairros já trabalhados (Portal Terra da Saudade, Popular, Cardim, São Judas, Novo Mundo, Bosque, Bairro Alto, Vivelândia, Jardim Primavera, Alvorada, Jandira, Bussola, Aliança, São José, Itália, Brasil, Santa Rosa, Vila Maria, Morumbi, Azul Ville, Imperador e Aeroporto).

“O popular ‘Fumacê’ não está sendo feito por ordem da Superintendência de Controle de Endemias, conforme as diretrizes e termos técnicos depois da inspeção no município. As nebulizações com bomba costal (interna) e a externa (‘fumacê’) não estão sendo feitas também por desabastecimento do inseticida no estoque nacional do Ministério da Saúde”, afirma Lucatelli.


Fonte: Rogério Bordignon


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