Apae insere 109 alunos no mercado de trabalho

Associação instalada em Matão tem total de 295 assistidos


A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae-Matão) conta atualmente com 295 alunos, dos quais 186 frequentando a escola e 109 inseridos no mercado de trabalho. “No próximo mês de outubro serão 111 alunos no mercado de trabalho”, cita o diretor pedagógico Luiz Fernando Zuin, que passou a exercer esta atividade em dezembro de 2014, mas atua na Apae desde fevereiro de 2003.

“Todos estes alunos ingressantes no mercado de trabalho têm o acompanhamento da equipe técnica da Apae junto às empresas que os recebem e os dão oportunidades”, completa o presidente da Apae, Manoel Braga, que dirige a entidade desde janeiro de 2013, sendo reeleito em janeiro de 2016 para segundo mandato até 31 de dezembro de 2019. Fernando e Manoel foram entrevistados por A Comarca.

Quais as faixas etárias dos alunos da Apae? E quantos são os funcionários?

Fernando – De 4 a 5 anos e 11 meses de idade (Educação Infantil); de 6 a 14 anos e 11 meses (Ensino Fundamental I); de 15 a 29 anos e 11 meses (Ensino Fundamental II e Educação Especial para o Trabalho) e o ‘Centro Dia’, para pessoas a partir dos 30 anos. Temos um total de 63 funcionários, número que também contempla cinco estagiários; desta equipe, 16 atuam na Área Azul e 4 no Telemarketing.

A Apae atua em quais áreas?

Fernando - Nos segmentos de educação, saúde e assistência social. No setor de saúde oferece Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Psicologia, Nutrição, Enfermagem e Neurologia, contando nesta especialidade com o trabalho voluntário do médico César Minelli. Há também dentista e auxiliar de consultório dentário. No segmento da educação temos professores especialistas em deficiência intelectual; professores de Artes e Educação Física; coordenadores pedagógicos e auxiliares de classe. E no ramo da assistência social contamos com assistente social, educador social e psicóloga voluntária, Fernanda Caldeira.

Quais os projetos desenvolvidos?

Manoel – Na área da saúde há ‘Equoterapia’, ‘Cão Terapia’, ‘Programa Saúde na Escola’ e a ‘Integração Sensorial’. Na educação, ‘Inclusão Digital’, ‘Jardim Sensorial’ (incluindo a horta adaptada), ‘Inclusão no Mercado de Trabalho’ e ‘Brinquedoteca’. Na assistência social, o ‘Grupo Ser Mais’, um serviço de convivência e fortalecimento de vínculos familiares; o ‘Programa de Auto Defensoria’, que visa o desenvolvimento da autonomia de pessoas com deficiência intelectual e deficiência múltipla, possibilitando-as de se autodefenderem e de atuarem na família e na sociedade de forma geral. Ainda há o ‘Centro Dia’, que consiste no fortalecimento de vínculos e autonomia de pessoas adultas e idosas com deficiência intelectual.

Quando acontecem os processos de avaliação?

Fernando – Rotineiramente. No primeiro semestre desse ano, por exemplo, foram realizados 12 processos de avaliação. Desde o último mês de julho estão em curso as avaliações de 14 crianças e de uma pessoa adulta com hipótese de diagnóstico de deficiência intelectual. São casos detectados em escolas da cidade e encaminhados para a Apae. Estas avaliações em curso serão concluídas até o final de dezembro para o início de atividades no próximo ano letivo, em fevereiro de 2019.

Manoel – Há quatro vagas disponíveis inseridas no programa de subsídio do Governo do Estado. Se houver necessidade de integrarmos mais alunos, teremos que empregar recursos próprios da Apae-Matão, razão pela qual contamos com parcerias dos matonenses para que possamos continuar prestando serviços de educação, saúde e assistência social, com objetivo de atender a todos que possuem deficiência intelectual grave. A Apae tem credibilidade em suas atuações de arrecadação, como Telemarketing, Área Azul, convênios com empresas ‘Apaexonadas’ e realização de eventos.

E o Setembro Verde?

Fernando – Está em curso o Setembro Verde, mês oficial da inclusão social das pessoas com deficiência, quando desenvolvemos atividades específicas a este tema. Nesta edição focamos aos alunos a Lei Brasileira de Inclusão (nº 13.146/2015).


Fonte: Rogério Bordignon


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